13 documentários fascinantes sobre a relação dos homens com o trabalho

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13 documentários fascinantes sobre a relação dos homens com o trabalho

Pra variar, tivemos um debate interessante na reunião de taxa do PdH ontem (já até cogitamos realizar alguns desses ao vivo com vocês, por Zoom ou Skype, que acham da teoria?).

Eu e Luciano Ribeiro conversamos sobre a valor da responsabilidade da vida dos homens, em seguida assistirmos esse interessante vídeo do psicólogo canadense Jordan Peterson. Peterson é uma dos intelectuais mais polêmicos do momento e temos procurado saber seu trabalho em mais profundidade por cá, com peculiar incentivo do Paulo Ribeiro, responsável da moradia.

O rabino do sushi Jiro Ono, de 92 anos

E na muito da verdade, o gancho de nosso papo foi uma palestra do Justin Baldoni no TED (Porque me cansei de ser “varão o suficiente”?), na qual clama aos homens que se coloquem mais vulneráveis. Mas Justin é um varão potente, bonito, com família maravilhosa e bem-sucedido no que faz.

Nem sempre se colocar vulnerável é o melhor a fazer — por mais que vocês já tenham lido dezenas de artigos cá mesmo tratando disso. Quando um varão, em peculiar mais jovem, está com sua auto-estima na sarjeta, confuso, entregue a vícios e impulsos desnecessários, agindo uma vez que uma moço mimada, talvez ele precise de eixo para se colocar no lugar antes de iniciar desconstruções profundas.

Nos conectarmos a um tino de responsabilidade simples pode ser uma poderosa instrumento de prolongamento pessoal. Assumirmos um trabalho e darmos o melhor de nós nele, por exemplo, costuma ser uma boa decisão a se tomar.

Soa óbvio. Entretanto, tenho certeza que muitos de vocês — eu com certeza — já tiveram empregos nos quais atuaram com o mais puro desleixo e preguiça.

Pensando nisso, separei três documentários sobre a relação com o trabalho. Dois deles positivos e estimulantes. E um terceiro terrífico, uma vez que exemplo do quanto podemos nos anestesiar e desumanizar nossos comportamentos, enfim, “estávamos exclusivamente fazendo o que nos mandaram”.

Jiro Dreams of Sushi (2011)

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A dedicação ao ofício em mais sua pura forma. Jiro é um rabino do sushi e sua arte vai muito além da gastronomia. Suas perspectivas filosóficas, moral de trabalho, rituais e relação familiar são apresentadas nesse fascinante registro.

Fãs da culinária japonesa, exclusivamente dêem play.

Senna (2012)

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Adorava contratar domingo de manhã pra ver com meu pai o Senna disputando a F1.

Me recordo até hoje do dia de sua morte. Estava com meus amigos no recinto do prédio, brincando de patinete. Quando me convenceram que ele tinha sucedido mesmo, pois parecia moca pra nos fazer de histrião, chorei.

Seu carisma, combinado a uma monstruosa habilidade e dedicação, deixaram uma marca profunda.

Sim, não é necessário sermos obsessivos com a vitória e nos crucificarmos caso não haja pódio pra nós — falamos extensivamente dos danos para a saúde mental e fisiológica dos homens que tais comportamentos podem gerar.

Mas se entrarmos numa disputa, que seja de coração. E isso transbordava em Ayrton.

Act of Killing (2013)

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Um carrasco indonésio é o personagem meão. Sua tarefa era executar pessoas da maneira mais expedito, limpa e eficiente provável, com as próprias mãos.

É provável nos engajar cegamente nas mais brutais, insensíveis e danosas tarefas, sob o véu da obediência. Esse ousado documentário nos coloca de frente com profundezas desconfortáveis e limites que nunca devem ser cruzados.

8 das melhores sugestões feitas pelos leitores(as) nos comentários

Com os 39 comentários, tornamos o cláusula ainda melhor. A curadoria foi atualizada com a participação imprescindível da comunidade.

“Chef’s table”, série no Netflix, recomendada por Jonathan Gonçalves

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“Se todos os chefs entrevistados caminham sob a risco tênue entre a vida pessoal e profissional, os episódios da primeira temporada trazem personalidades que transparecem preocupação e encontro do sentido da vida por meio da cozinha.

Os dramas pessoais – uma doença avassaladora, uma ruptura familiar, a perda de um ente querido, a desorientação na curso, as dificuldades financeiras – e o tirocínio inexorável que trazem os erros parecem ser o subtema de vários momentos da série.” (Jornal do Povo)

“Abstract: the art of design”, série no Netflix, recomendada por Jonathan Gonçalves

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“De onde vem a originalidade? Os oito episódios da série Abstract – The Art of Design, disponíveis na Netflix, contam histórias que jogam por terreno a tese romântica das inspirações que nascem dos atos simples do dia a dia. Todos os personagens – profissionais renomados internacionalmente em áreas uma vez que ilustração, retrato e arquitetura – trabalham duro.

Inclui-se aí o desespero por prazos enxutos ou até mesmo projetos que não vingam, resultando em meses de trabalho “em vão”.O mais interessante nos episódios, com pouco mais de 40 minutos de duração cada, é que não é preciso ser de áreas que envolvem arte ou design para embarcar nas histórias.” (Click RBS)

A vida secreta de Walter Mitty (2013), filme recomendado por Rhuan Moreira

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Não é só sobre a relação com o trabalho, mas também do que é que estamos sacrificando por isso, uma vez que nossa vida passa a ser conduzida quando ficamos no automático. Toda uma jornada para uma invenção pessoal no final.

Tem muitas partes memoráveis no filme, apesar de parecer “clichê”. Mas enfim, o clichê é o que nos falta hoje, uma vez que estamos desesperado por coisas que sequer conseguimos inferir.Fica ai a sugestão!”

“The cutting edge: the magic of movie editing”, recomendado por Ormando (vídeo aquém está na íntegra, com 55min)

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“Oriente documentário, chamado “The Cutting Edge – The Magic of Movie Editing”, fala sobre a função de montador/editor de filmes/vídeos, sobre o maravilhoso processo de edição de imagens em movimento.”

“Da quintal à floresta”, mini-documentário sobre agroflorestas sugerido por Ormando

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“Esse curta está no ótimo meato da Agenda Gotsch, no Youtube, e fala sobre lavradio orgânica, agroflorestas e a lavradio sintrópica de Ernst Gotsch.”

“A todo volume” (“It might get loud”), documentário sugerido por Ormando

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Imperdível pra qualquer músico ou fã de rock que se preze.

“Sobre música e guitarra com entrevistas de Jack White (The White Stripes, The Racounters, Dead Weather), Jimmy Page (Led Zeppelin) e The Edge (U2).”

Nostalgia da luz (2015), documentário recomendado por Bruno Pinho

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“Produzido por Patrício Guzman. Um dos maiores documentaristas do mundo segmento de dois trabalhos diferentes para formar divagações mais profundas.

Num primeiro momento, os astrônomos que trabalham nos grandes telescópios do Atacama olhando as estrelas. Depois, as mulheres que vasculham o mesmo deserto em procura de prisioneiros políticos assassinados pelo regime de Pinochet.”

Peões, de Eduardo Coutinho, documentário recomendado por Bruno Pinho (vídeo aquém está na íntegra, com 1h24m)

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“O documentário mergulha na procura pelos metalúrgicos do ABC paulista que participaram das maiores greves do século 20.

O movimento mudou a face do sindicalismo brasílio, forneceu as bases para a geração do Partido dos Trabalhadores (PT) e fez surdir a figura do líder Luiz Inácio Lula da Silva.”

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Peraí, o título atualizado do cláusula fala em 11 sugestões, mas contei 11. Cadê as outras duas?

Leia o ps2, principalmente pra vocês.

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Quais outros filmes e documentários para refletirmos sobre nossa relação com o trabalho vocês recomendam? 

Hoje, vocês possuem um tino de responsabilidade e pundonor conectado ao que fazem? Estão dando seu melhor?

Essa não é uma reflexão trivial. Seguimos nos comentários.


ps.: lembrando que vídeos não transformam ninguém, ainda que possam ser fagulhas de processos bastante favoráveis.

ps2.: não deixem de ver também a “Whiplash” e “Locke”, já fiz review de ambos por cá.


publicado em 28 de Março de 2018, 03:15





Fonte: papodehomem.com.br

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