[18+] A linguagem do sexo

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[18+] A linguagem do sexo

A gente mal falava a mesma língua. E ele praticamente não falava língua nenhuma, era um varão de poucas palavras.

Quando suas mãos me tocavam, eu tinha a sensação que meu corpo era para ele uma vez que aquele caminho que a gente conhece de cor, prevê cada curva, capaz de refazer até de olhos fechados. Quem já viveu pelo menos um pouco sabe o quanto é difícil testar a sincronia perfeita no sexo.

Há anos quebro minha cabeça na procura por esse Santo Graal, tentando desenredar o que, enfim, transforma uma simples trepada em um momento de êxtase memorável.

Os melhores sexos da minha vida se converteram em imagens cinematográficas no meu cérebro que não se apagam nunca. Por mais que eu tente estabelecer uma risco de similaridade entre os protagonistas dessas cenas, na ânsia de encontrar um padrão replicável, não é simples chegar a uma epílogo lógica. O varão de poucas palavras não tem zero em generalidade com o moleque da mochila virente.

Uma cena do filme Um sonho de paixão, com a atriz Tilda Swinton, me ajudou a pensar um pouco mais sobre esse fenômeno, que acontece com tanta raridade na vida. Nesse trecho que me chamou atenção, são os corpos de dois amantes que ficam em evidência na tela, em closes que alternam a pele nua e crua com elementos da natureza.

Não há espaço para a fala.

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Por mais que o diálogo possa ajudar em alguns momentos, a linguagem do sexo vai muito além de qualquer termo. Nessa hora, é uma vez que se os corpos tivessem um código próprio, uma forma de notícia primitiva que às vezes funciona deliciosamente muito e às vezes não passa de sonido.

Tudo depende de uma vez que cada um dos corpos envolvidos age nesse conjunto único que se forma em torno do prazer e do momento propício a essa conexão sublime.

A relatividade da intimidade

O suprassumo do prazer nem sempre está relacionado ao intensidade de intimidade que existe, pelo menos não no sentido de intimidade. Conheço casais intensamente íntimos, porém sexualmente mornos.

A eficiência da linguagem sexual tem a ver com uma intimidade privado, instantânea, uma proximidade originário que acontece ou não, independentemente do tempo de convívio, uma vez que se fosse uma capacidade intrínseca de leitura dinâmica dos corpos.

Quando essa notícia dá evidente, o sexo vira música, com uma simetria tão necessário quanto invisível conduzindo as notas.

Traduzindo para situações da leito, é aquela viradinha telepática na hora certa, a coisa toda que vai mais fundo justamente quando as pernas relaxam, a chupada na intensidade perfeita, os olhares de libido que se encontram e os corpos que se entendem até nos desencaixes.

O difícil é prever quando isso vai sobrevir.

Uma vez que saber se aquele tesão desesperado irá se transformar em uma trepada rememorável? Horas de boa conversa podem não valer zero depois que as roupas se vão. Ou podem valer tudo. Lastrar o nível de sacanagem entre as pessoas é uma equação complexa e enxurrada de variáveis, até porque o ponto de partida (cada um de nós) não é estático.

O sexo que me inebria hoje não é o mesmo de ontem.

Torre de Babel sexual

Quantas trepadas inesquecíveis vêm agora à sua mente?

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Vou grafar qualquer frase cá para lhe dar mais um tempo para pensar. Quantas vezes na vida você teve a sensação de ser guiado pelo seu corpo e estar em sintonia totalidade com o prazer de outra pessoa? Quantos dias, noites, horas ou minutos maravilhosos de sexo você já experimentou?

Para o filósofo suíço Alain de Botton, responsável do livro Uma vez que pensar mais sobre sexo, assim uma vez que a felicidade, uma noite maravilhosa de sexo talvez seja uma preciosa e sublime exceção. Ele fala mais sobre isso nesse trecho do livro:

“Durante nossos melhores encontros, raramente percebemos quanto somos privilegiados. Somente quando ficamos mais velhos e relembramos, repetida e nostalgicamente, alguns poucos episódios eróticos, começamos a nos dar conta da mesquinhez com que os deuses do sexo nos lançam suas dádivas – e, portanto, que uma noite maravilhosa de sexo é realmente uma extraordinária e rara façanha da biologia, da psicologia e do timing.”

Na Torre de Babel sexual, é mesmo difícil e vasqueiro encontrar corpos e almas que falem exatamente a mesma linguagem, por essa razão, os momentos em que isso acontece tornam-se tão memoráveis. Acredito que essa sincronia quase improvável, porém não impossível, também esteja relacionada à capacidade simultânea de entrega, de deserção, durante o sexo.

E estou pronta para pular nua no precipício no próximo minuto, para facilitar essa linguagem tão codificada, para aprender quantos idiomas forem necessários para falsificar a mesquinhez dos deuses do sexo. Ainda não envelheci tanto quanto o filósofo a ponto de admitir que uma noite maravilhosa de sexo é um indumentária exclusivamente inopinado.

Quero sexo maravilhoso também na minha vida ordinária. Insisto em prender entre minhas coxas cada mínima chance de orgasmo. Vou engolir com o mesmo exalo cada um que chegar à minha boca. Não desisto de encontrar a linguagem universal da foda perfeita. Continuarei tentando me transformar em uma leitora réplica de corpos, desejos explícitos e implícitos, fantasias e perversões.

Quero viver de exceções, de colecionar episódios eróticos que deixem marcas no meu cérebro e na minha pele. Recuso-me a levar uma vida sexual exclusivamente mediana, com trepadas sensacionais esporádicas, daquelas que se contam nos dedos. Quero todos os prazeres que o sexo pode me dar, todos os fluidos que meu corpo jorrar, todos os gozos que eu puder testemunhar.

Interpretar a linguagem do sexo se tornou quase uma preocupação, o meu caminho para o cálice sagrado da trepada divina.

Mecenas: Olla – Dia do Sexo

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Sexo é música, é dança, é muito mais do que um ato. Sexo é prazer, é paixão, é vida. E por que não ter um dia só para festejar o sexo? Um dia para o Brasil discutir claramente sobre o objecto, mostrar o lado positivo e quebrar tabus. Um dia para concluir com preconceitos, disseminar o sexo seguro e, é simples, fazer sexo!

Essa é a proposta do pessoal das camisinhas OLLA: gerar um dia em homenagem ao sexo no calendário brasiliano e zero mais sugestivo do que 6/9, não é?

Se você concorda com essa teoria, assine o manifesto em obséquio à geração do Dia do Sexo no site da OLLA.


publicado em 05 de Setembro de 2013, 21:00





Fonte: papodehomem.com.br

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