[18+] Bom dia, Carolina Maia

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[18+] Bom dia, Carolina Maia

O nu, pra mim, sempre foi alguma coisa muito procedente. Em mansão, desde muito garoto, isso nunca foi tratado porquê um tabu, mas à medida em que fui crescendo, não cresci tanto quanto gostaria. (rs) Via minhas colegas de escola ja desenvolvendo seus corpos de mulher e eu… muito, eu continuava sendo a magrela moleca mesmo.

Comecei a me envolver com design e retrato muito cedo. Aos 14 anos já trabalhava e, fazendo “rolo”, câmeras comprei minha primeira Sony Cybershot. Os anos passavam, troquei de câmeras e fotografava muitas bandas de amigos, shows, etc.

Na minha intimidade, sempre me dizia que tinha vontade de fazer ensaios intimistas. O corpo humano me encantava. As silhuetas, seu escorço e formas. Mas e a vergonha? E meu corpo? Eu ainda parecia uma moça (e de, certa forma, ainda era uma). Era super insegura e tive um relacionamento que não colaborou muito pra que isso mudasse. Aos 19 fui morar em outro país, mas só voltando pro Brasil em 2010 e com o término do meu relacionamento, comecei a perder a vergonha de usar shorts lá pelos 22 anos, quando eu comecei a parecer uma mulherzinha – essa tal instabilidade é uma bosta mesmo.

Pois muito, vida que segue.

A retrato estava sempre muito presente. Aos 24, namorando com quem hoje me casei e sempre me apoiou, comecei a soltar minhas amarras psicológicas e me envolver com a secção da retrato que sempre gostei. Participei do meu primeiro workshop de retratos femininos. Eu ainda era e sou MUITO tímida e, até a intimidade chegar, sou muito quieta.

No primeiro almoço, o Ju me chamou de quina:

“Guria, você é fantástica, vamos fazer umas fotos amanhã de manha, antes do pessoal chegar pro workshop?”

Sério, eu gelei. Foi um mix de sentimentos, de alegrias, de todas as minhas inseguranças. Em milésimos de segundos tudo veio à tona, mas a boca respondeu ainda mais rápido: “CLARO!”

Assim, na manhã seguinte lá estávamos lá. O Juliano, muito, é um ser fantástico e que te faz sentir “coooomoo uma deeeeusaaaaa…”

Senti vergonha? MUITA!

Insegura? Evidente!

Foi fácil? A principio não, era muita vergonha envolvida.

Valeu a pena? Demais!

Eu amei tanto a experiência que passei a expressar a todas mulheres que conheço o quão muito isso faz pra gente, o quanto você aprende a se admitir nas suas imperfeições, a se amar, a se descobrir linda, etc. 

Hoje, a retrato é uma paixão. Passou a ser um hobby. Fotografo muito meus cachorros, mas sempre que surge a oportunidade, faço um novo experimento íntimo. Pra que em cada temporada que passe, que meu corpo mude, eu nunca deixe de aceitá-lo porquê ele é. E recomendo a todxs que o façam também. É libertador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado em 10 de Setembro de 2018, 10:24





Fonte: papodehomem.com.br

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