[+18] Bom dia, Lucas Mendonça

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[+18] Bom dia, Lucas Mendonça

Nota editorial: acreditamos que nudez, sensualidade, libido e multiplicidade são discussões essenciais de nosso tempo. E que há espaço para tratar disso sem objetificar e ofender, mas sim valorizando toda a riqueza do masculino e do feminino. Para entender porque publicamos ensaios de homens e mulheres e saber mais sobre o que aspiramos para a série “Bom dia”, leia o que escrevemos cá. E se tem um experimento que deseja publicar, fale conosco pelo contato@prazeresocultos.com.br .

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Se eu parar e refletir um pouco sobre o Lucas de alguns anos detrás, não teria imaginado que um experimento desse tipo existiria. O garoto que na idade da escola mal conseguia encarar alguém nos olhos sem permanecer com a face completamente corada, com o passar dos anos e diversas situações vividas, agora consegue sentir-se à vontade sob a mira de uma câmera, independente de estar com ou sem roupa.

A Bea Ramos me deu uma grande oportunidade, além de me adotar porquê uma espécie de aluno. Com isso, descobri não só que me sinto ótimo sendo fotografado, mas que fotografar também se tornaria uma novidade manancial de prazer e diversão. 

Esse experimento foi uma diversão à secção. A forma porquê a Bia realiza seu trabalho me deixou completamente à vontade. Em meio a nossas conversas, as risadas, as ideias pras fotos, toda a interação e a procura por completa espontaneidade, que sempre resultam na tomada de uma das coisas mais complexas pra mim ao ser fotografado: sorrir de forma sincera. A cada clique, me sentia mais confortável, mais pertencente àquela situação, de forma que os vestígios de timidez que existiam foram varridos completamente.

Saí do experimento com uma leveza que desconhecia, unida de uma sofreguidão boa para ver os resultados. Quando recebi as fotos, foi uma alegria só! Me senti realizado, porquê em um momento de plena conquista. A cada foto que olhava, só queria agradecer a pessoa que tornou tudo isso provável.

A arte da retrato entrou na minha vida de forma inesperada, mas chegou pra permanecer. Viver em ambos os lados da câmera é extremamente jocoso e me desperta sentimentos de realização intensos.

Dentro dessa forma de arte, o nu se faz presente, mesmo com todo o preconceito e a ignorância daqueles que não enxergam sua venustidade e a forma porquê isso é capaz de facilitar pessoas em suas relações com a autoestima e na ratificação de seus corpos, mesmo que fora daquilo que a sociedade tenta empuxar porquê o ideal.

A grande maioria que topa participar desse tipo de experimento são mulheres e cada qual possui suas motivações e desejos. Infelizmente, ainda existe um enorme preconceito por secção dos homens. Ouvimos às vezes que “varão que é varão não faz esse tipo de coisa”, geralmente das mesmas pessoas que veem ensaios femininos com olhos famintos e desrespeitosos. Por conta de toda essa visão limitada é complicado participar de um tanto tão incrível sem receber julgamentos e até ofensas.

Mas o que seria de nós se nossas vidas fossem determinadas por pensamentos alheios, não é mesmo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado em 05 de Novembro de 2018, 10:25





Fonte: papodehomem.com.br

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