[18+] Guia do sexo virtual para homens

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[18+] Guia do sexo virtual para homens

Ortografar mensagens picantes e mandar nudes  – seja por whatsapps, tinder, grinders ou snaps – já é segmento dos relacionamentos contemporâneos. Em meio a loucura virtua-sexual, as pessoas reinventam o modo de se relacionar, seja na procura de um companheiro ou de uma foda casual.

Longe de querer gerar um manual com regras e proibições, separamos algumas dicas e teoria que podem ajudar quem entra -ou quer entrar- nessa folgança.

Todo sucesso de bilheteria precisa de um bom trailer

Os deleites online antes eram coisas de desktop plugado em internet com cabo, precisavam de uma espaço fechado, silêncio e tempo. Hoje o atiçamento começa em qualquer lugar, saindo pelas pontas dos dedos e chegando em forma de notificações silenciosas e urgentes. Mesmo que esses desejos não possam ser continuados naquele momento, mandar mensagens voluptuosas já é um passo quase que indispensável no sexo virtual: dão aquele horripilação fora de hora, desconcentram e desconcertam, fazem propaganda e preparam o terreno para as horas de privacidade que virão mais tarde.

Protocolo para pedido de Nudes

Seja em um relacionamento, rolo, ou mero contatinho, o libido de receber nude surge quase que instantaneamente, mas nem sempre ele deve ser expressado mal vier a cabeça. É lítico desenvolver melhor a conversa, se mostrar uma pessoa interessante e interessada em outros assuntos, ainda que seja só pra uma noitada casual. É que desvendar interesses em generalidade aumenta os desejos: se a pessoa do outro lado te quer, ela também vai tentar fazer com que você a queira e é aí que começam os melhores jogos e provocações.

Talvez nem precise pedir, pode ser que a nude venha espontaneamente. Se for assim, delícia, mas se não rolar – por timidez ou qualquer outro motivo da outra pessoa – existem formas sutis de sugerir um prévia gostosa sem ser invasivo e sem fazer pressão. Pedir pra ver aquela manchinha de nascença, a tatuagem novidade, ou aquele roxo no joelho que tinha surgido em um observação, é uma boa indireta: a moça, ou moço, entende que você está interessado em ver seus atributos e fica à vontade para ousar mais ou menos na foto, de congraçamento com a sua personalidade.

Por culpa de tantos vazamentos de revenge porn, pode ser muito difícil – principalmente para as mulheres – incumbir e mandar nudes. Sugerir que as fotos sejam trocadas por snapchat pode ajudar. O app não impede que as pessoas guardem e repassem a foto, mas ele avisa imediatamente quando o receptor revolve salvar a foto no álbum. Se o emissor não receber nenhuma notificação de screenshot, saberá com certeza que quem recebeu só olhou, cultivou um pau duro e guardou a memória, assim, ninguém precisa permanecer inseguro pensando se a pessoa repassou ou pode repassar.

A via é de mão dupla

Talvez esse seja o recomendação mais importante. A pessoa do outro lado não está lá única e exclusivamente para te provocar ou pra te excitar. Ela também quer te desejar, pensar no seu corpo, se tocar enquanto te imagina…É preciso levar isso em consideração e se preocupar em instigar o outro, em encontrar maneiras de retribuir as provocações.

Além das coisas que você pode fazer para induzir o olhar e a imaginação alheia, uma boa maneira de instigar a outra pessoa é sugerir (ou até mesmo mandar) que ela faça algumas coisas por ela mesma, uma vez que observar a própria performance na câmera, sentir o próprio sabor, distrair com o toy que ela mais curte, etc.

Timing pra mandar foto de pau

A pessoa do outro lado quer te ver, quer escanear cada segmento do seu corpo, para depois usá-las em sonhos molhados, mas não é exatamente adequado mandar fotos de pau duro fora de contexto. O timing não se define por horas de conversa, nem por mínimo de dias de interação, mas, sim, pelo quando a pessoa está interessada em te ver. É só retirar assuntos mais picantes e ver se as respostas pedem a perpetuidade da perversão. Principiar mandando um pau duro ainda usando cueca pode ser uma boa estratégia para aumentar a curiosidade do outro e recrutar pedidos suplicantes para a foto definitiva.

Sem vergonha e sem desculpas

Não tenha vergonha do seu pau ou do seu corpo. Enviar fotos fake é um tiro no pé, porque se a conversa desenrolar, você terá de se mostrar verdadeiramente pra continuar a folgança, e aí a peta vai trinchar o lance que, se tivesse sido honesto desde o prelúdios, poderia ter sido extremamente excitante.

Aliás, se o seu corpo não é exatamente o padrão de formosura, não precisa se desculpar por isso, nem se justificar. A melhor estratégia é não se esconder, coloque fotos que te valorizem mas que mostram quem você realmente é, sem efeitos que te deixem irreconhecível. É muito melhor trocar elogios e fluídos com alguém que te deseje do jeito que você é, que permanecer o tempo todo preocupado com isso e tentando ser outra coisa. Segurança e autoconfiança é uma das características mais sexys que uma pessoa pode ter.   

Porquê valorizar?

Lembrando, o importante é se sentir muito com você mesmo. Mas, pra quem está preocupado em se valorizar na foto, aí vão umas dicas simples para realçar sem mentir. Fotos de inferior para cima – em termos finos, o contra plongé – favorecem qualquer tipo de moca porque conseguem captar uma amplitude maior e uma mata ciliar menos densa, mostrando desde as bolas, até a cabecinha. Se for usar mão, melhor usar todos os dedos e deixá-la em posição fechada mas com uma ligeiro preâmbulo (sem que o dedão se una aos outros dedos). Segurar com alguns dedos, ou deixar um espaço entre o pau e a palma da mão, faz até o mais calibroso dos paus parecer mais fino. Pra quem está descontente com o peso e quer esconder a bojo , o melhor é tirar de pé e trinchar a segmento do abdómen, focando mais nas coxas.

Originalidade e faceta de pau

Apesar de sermos extremamente influenciados pelo pornô, confundir um sexo virtual a dois com a passividade de ver um filme erótico é uma gafe das grandes. Você não está só assistindo a um espetáculo, você é segmento dele. Se mostre pra pessoa do outro lado e não deixe seus atributos fora de enquadramento. Vale dar uns bons closes no pau, melhorar a luz para que o outro possa ver as lágrimas de excitação.

Você pode estar sentindo o maior prazer de todos sem fazer um som ou sem mudar o padrão de movimentos da punheta e isso é válido, mas quando esse prazer tem de ser compartilhado através de uma câmera e um microfone, é preciso externá-lo em imagens e sons. No pornô, o varão muitas vezes é mero instrumento de metelança quase silenciosa, mas, no sexo virtual, o melhor é que se quebre essa estética e que a faceta de pau te permita inovar. Sem forçar ou fingir, tente expressar imageticamente o que você realmente sente. Vale fazer faceta de safado, morder o cinto, lamuriar, restringir a própria coxa, passar a mão aflita pelos cabelos, revirar os olhos… É pra perder a vergonha, se soltar, se der vontade de usar toys, dedos, vai em frente, tudo pode.

A arte de falar besteira

O sexo virtual se baseia em dois elementos: imagem e imaginação. As opções de imagem podem ser limitadas, mas a imaginação, não. E essa se alimenta muito das narrações ousadas. Fale muito, sugira toques, prometa futuras chupadas, peça closes e demande receber ordens, etc.

Também é preciso originalidade para não permanecer se repetindo sempre nas mesmas frases. Procure elogios, escave desejos, encontre novas maneiras ou palavras para expressar seus desejos, mas não minta pra aprazer, ninguém quer isso.

“Ai se eu te pego”

Zelo com as promessas que se faz no “quando eu te pegar, você vai ver”, ou o tiro pode trespassar pela culatra. Nessas horas, a prepotência de declarar que você será “o maior”, “o melhor”, “aquele que fará coisas que ninguém nunca fez” pode ser muito brochante. É melhor ser humilde e focar em promessas que expressam seu libido e dedicação, uma vez que, por exemplo, prometer “chupar a pessoa até não conseguir mais respirar” ou “fazer tudo que ela pedir, sem exceção”.  

“Ainda não acabou não! vem cá, vem!”

Se você gozou primeiro, por obséquio, não largue a toalha. Continue arrepiando os ouvidos de quem está do outro lado. Incentive, narre transas imaginárias, peça que a pessoa faça um pouco pra ela mesma, elogie o físico, a performance, prometa novas safadezas, e sempre faça com que o ritmo da sua narração siga o do prazer dela.

Porquê driblar adversidades técnicas

O melhor aparelho para o sexo virtual é o laptop. O celular ocupa uma das mãos e o desktop limita as angulações. Colocar o computador na leito ajuda a fazer aquele valorizado contra plongé e também permite uma ampla variedade de ângulos e eixos sem trespassar de foco.

Se você divide o apartamento com amigos ou familiares, e não quer envolvê-los na proeza, o fone de ouvido com microfone passa a ser obrigatório. Caso o contrário,  você vai precisar grudar a boca no computador toda vez que for sussurrar ultrajes. Com fone ou sem fone, a câmera, o áudio e a conexão, sempre podem falhar, e podem fazê-lo nos momentos mais cruciais. Nesses casos a dica é seguir o bom e velho “o show tem que continuar”. Xingar a porra da conexão é muito mais broxante que continuar falando libertinagens às cegas enquanto a imagem não descongela.

Nem pra matrimoniar, nem pra consumir

Parece óbvio, mas talvez seja necessário proferir. Principalmente quando a pessoa do outro lado das telas é uma moça, surge um problema que incomoda a maioria delas: os estereótipos e pré-julgamentos daquela velha repartição entre mulher para matrimoniar e pra consumir.

Não é porque uma pequena está na internet a procura de companhia, diversão ou simplesmente sexo, que ela tem de ser subvalorizada ou tratada uma vez que descartável. Por outro lado, também é bastante irritante quando o faceta acha que a moça do outro lado, ao querer falar sobre mais do que simplesmente sexo, está só esperando a primeira oportunidade para amarrá-lo no relacionamento sério e, portanto, esses rapazes tentam, a todo momento, dar indiretas, se distanciar, se mostrar desinteressados…

Vai com calma, não precisa restringir a relação virtual meramente a sexo impessoal e nem permanecer atormentado com perspectivas futuras. Provavelmente a pequena só quer uma boa companhia despretensiosa e relaxada. É uma vez que aquele novo bro que você conhece num churrasco: vocês dividem umas brejas, dão risada, descobrem afinidades, puxam outros assuntos e depois marcam de maltratar uma bolinha qualquer sábado desse. Pode ser que vocês marquem duas três vezes, depois, toda semana, pode ser que vocês virem melhores amigos, mas calma aí, você só tá marcando uma bolinha, logo não precisa ter nem pressa, nem terror.

Bom divertimento!

Tem uma velha frase que diz “Zero é tão simples quanto parece, nem tão dificil quanto no manual”. Cá a gente separou um monte de problemas para propor soluções, mas no fundo, tirando um tropeço cá e outro ali, o enquanto a relação virtual flui e cada um vai encontrar as próprias soluções e preferências.

Ao contrário do que muita gente fala, fazer sexo online não é simplesmente uma saída dos solitários e daqueles que não tem outra opção. Tão pouco é um pouco sem perdão e impessoal. Na verdade, ter de encontrar outras maneiras de gozar, de sentir a excitação da outra pessoa e de se conectar com ela, é uma experiência extremamente interessante e uma ótima maneira de se explorar e se desvendar.


publicado em 06 de Dezembro de 2016, 15:45





Fonte: papodehomem.com.br

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