Achei um texto machista/homofóbico/preconceituoso no PapodeHomem, o que eu faço?

Achei um texto machista/homofóbico/preconceituoso no PapodeHomem, o que eu faço? – PapodeHomem
Tempo de leitura: 4 minutos

Achei um texto machista/homofóbico/preconceituoso no PapodeHomem, o que eu faço?

Uma das diretrizes que marco o teor do PapodeHomem é o de ser, ao supremo, um espaço que gere favor para as pessoas. Nosso editorial é inteiro fundamentado na premissa de que é provável atingir as pessoas com teor interessante, recreativo, útil e lucrativo.

Isso é um duelo e tanto. Discutimos diariamente o que “lucrativo” realmente significa. Sabemos que somos humanos, cometemos erros, nos enganamos e, nem de longe, temos as respostas para tudo.

Por isso, é procedente que mudemos de opinião e sigamos refinando nossa visão.

Sabemos que não estamos isentos de já termos dito muita coisa que hoje não diríamos (e mesmo de cometer equívocos atualmente).

Por isso, temos um pedido para a comunidade.

Por obséquio, tragam as críticas ao nosso conhecimento

O PapodeHomem, uma vez que tudo na vida, está longe de ser uma unanimidade. Temos muitos críticos que possuem seus próprios pontos de vista sobre o que fazemos. Cada um com variados níveis de sinceridade e contato.

Não conseguimos saber de tudo o que as pessoas têm a expressar. Não temos aproximação a todos os espaços (nem daria, né?), ou deixamos passar derrotado, por sermos poucos ou simplesmente estarmos aproveitando nossa merecida folga durante o final de semana.

O importante é que, às vezes, as pessoas estão expondo pontos de vista úteis em lugares que nós simplesmente não temos aproximação, por diferentes motivos.

Gostaríamos muito que as pessoas que possuem críticas e sugestões viessem mais vezes dialogar conosco sobre uma vez que podemos melhorar.

É por isso que pedimos:

Caso você tenha uma sátira ao teor do PapodeHomem ou texto específico, por obséquio, traga ao nosso conhecimento. É precípuo termos aproximação à visões que tenham um tanto a amplificar ao que fazemos todos os dias.

Há terrenos difíceis, mas estamos dispostos a explorá-los

Nós queremos, sim, saber uma vez que ser menos machistas, misóginos, racistas, homofóbicos, e/ou diminuir quaisquer outras formas de exclusão e preconceito que já tenhamos proliferado.

Para isso, temos a nossa caixa de comentários, onde sempre estamos abertos ao diálogo, ou, caso você prefira discrição, pode nos contactar pelo e-mail conteudo@papodehomem.com.br. Ainda, se você estiver por São Paulo e estiver disposto(a) a ter uma conversa presencial, também estamos disponíveis, basta marcar com alguma antecedência.

O que acontece quando um texto é criticado?

Eventualmente, qualquer texto vetusto volta à tona. Às vezes, é um texto bom, que não gera nenhum constrangimento, mas em outras, é um texto com alguma visão preconceituosa ou irresponsável. Em universal, no segundo caso, alguém acaba nos ativando.

Quando isso acontece, há alguns caminhos possíveis:

1. Manter o texto uma vez que está: às vezes simplesmente escutamos, conversamos e chegamos à peroração de que o melhor caminho é manter o texto uma vez que está. Nem sempre a sátira faz sentido ou avaliamos que o texto é problemático. Importante ressaltar que recebemos pedidos assim de todo tipo de pessoa, desde os fanáticos por CAPS LOCK sem nenhuma lógica a professores de universidades. Precisamos ter bom siso, não dá pra mudar um tanto a cada pedido.

Muitas vezes a conversa nos comentários se encarrega de desenvolver melhor a questão e fazer surgir pontos de vista complementares e necessários.

2. Revisamos e melhoramos o texto: nem sempre a coisa é preto no branco. Muitas vezes, um determinado ponto ou frase do texto é problemático. Se é assim, preferimos revisar o texto, corrigindo a irregularidade, sempre em diálogo com o responsável. 

Exemplo: mudamos, por sugestão de leitores, alguns detalhes do texto “Precisamos conversar sobre o estudante que morreu depois tomar 30 doses de vodca”. Removemos uma ofensa desnecessária e alguns erros de português.

3. Adicionamos notas: há casos nos quais aquele texto fez secção de uma conversa maior. Assim, adicionamos notas que possam nortear as pessoas sobre quais os pontos problemáticos, o contexto ao volta e orientamos para os outros estágios da conversa. 

Fizemos isso no texto “Mulher que dá na primeira noite… essa é pra matrimoniar”.

4. Reescrevemos tudo: muito do nosso teor é vivo, se transforma junto com o que vamos conversando com as pessoas. Portanto, se um determinado tema ainda é relevante, mas foi apresentado de uma forma problemática, há a possibilidade de reescrevermos para que ele se adapte para melhor atender ao seu propósito. 

Um exemplo recente é o “Prisão Monogamia”, do Alex Castro, que foi completamente reescrito para comportar uma linguagem menos violenta.

5. Tiramos o texto do ar: essa é a última das possibilidades. 

Quando o texto é obviamente problemático, gera qualquer constrangimento grave ou problema para o responsável ou outra pessoa citada, e não há zero que possamos fazer para melhorá-lo, ele sai do ar. 

* * *

Essas são só algumas de várias possibilidades que vão surgindo no discurso dos diálogos. Pode ser que, no porvir, venhamos a ampliar esse pequeno roteiro com novas opções que viermos a testar e se mostrarem boas.

Vale lembrar que há muitos tons de cinza em diversas conversas que conduzimos no PapodeHomem. É impossível deleitar todas as pessoas envolvidas nos mais diferentes pontos de vista que manifestam, mas nos esforçamos ao supremo para que tudo seja feito da melhor forma provável.

Entendemos também que nem sempre os discursos e visões são obviamente danosos ou prejudiciais. Muito se encontra numa dimensão que demanda discussão, diálogo crédulo e, por vezes, difícil de se chegar em um consenso. Estamos cá para penetrar as feridas e estressar as questões até extrairmos o melhor delas.

Logo, reforço: e-mails, comentários, tweets, inbox por Facebook, seja qual for o conduto escolhido, o que você tem a expressar é muito vindo.

Nota: atualizamos esse texto deixando mais simples o que pode sobrevir quando recebemos uma sátira. A primeira possibilidade é o ponto 1, “Manter o texto uma vez que está”, adicionado agora.

A última das possibilidades é remover o texto. 


publicado em 05 de Março de 2015, 18:47





Fonte: papodehomem.com.br

Como abordar/confrontar meu amigo machista?

Uma vez que abordar/confrontar meu camarada machista?

Ela quer um ménage e eu não

Ela quer um ménage e eu não