As 3 etapas das dores dos homens

4 exemplos de trabalho com as masculinidades no Brasil – PapodeHomem
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As 3 etapas das dores dos homens

Eu sou suspeito para falar do Leonardo Piamonte. Poderia apresentá-lo uma vez que psicólogo formado na Universidad Konrad Lorenz, de Bogotá. Também poderia introduzi-lo uma vez que pai de três meninos e rapazes incríveis, dois deles que tenho a honra de ver crescendo. Poderia apresentá-lo uma vez que companheiro de jornada no Balaio de Pais, um podcast sobre paternidade que fazemos junto com outros amigos queridos (ouçam!).

Mas a verdade é que o Leo é meu companheiro. E, mais que isso, é uma das minhas principais referências sobre o que é ser varão.

Quando me tornei pai, outro companheiro querido, o Rodrigo Cambiaghi, me colocou no Paternando (um grupo online de debates e trocas entre homens pais) e tive a chance de aprender dia depois dia com o Leo, uma espécie de decano do grupo. 

Além das dicas práticas sobre o ser pai para esse nauta de primeira viagem, o Leo demonstrava, na prática, a intenção de ser um varão melhor dia depois dia. Observando ele, aprendi que valia errar, reconhecer, compartilhar. Aprender com erros e acertos. Olhar pra si. Jogar fora o que não servia.

Portanto, quando digo que o video a seguir — no qual ele elenca três das principais dores dos homens — vale o play, é de coração. Clique e assista.

Link Youtube

1. A dor associada ao ideal masculino

“A questão de eu não consigo prover o tanto quanto eu queria, ou eu não tenho tanto sucesso financeiro quanto eu desejava, eu não tenho tanto sucesso sexual quanto eu queria, eu não tenho tanto sucesso físico quanto eu desejava. A impossibilidade de atender aquele padrão primitivo de varão com chegada sexual indeterminado, com chegada de recursos fí­sicos ilimitados, e chegada financeiro indeterminado.”

2. A dor da transformação, do sazão, do confronto consigo mesmo

“E essa dor é uma dor contínua, mas é uma dor construtiva na maioria dos casos. Portanto é uma dor de ‘Porquê eu faço?’, ‘O que eu tenho que fazer?’, ‘Alguém me oriente, me ajude pra identificar uma vez que é que eu vou desenvolver esse novo varão’. E nessa dor a gente vai encontrar o confronto com aquilo que eu era, o confronto com aquilo que eu ainda sou, o confronto com aquilo que eu gostaria de ainda ter e que me custa terebrar mão.”

3. A dor de quem já passou por mudanças e não encontra seu lugar

“Portanto, esse varão que já compreendeu algumas questões de privilégio, algumas questões de gênero, algumas questões essenciais da sua construção uma vez que varão, ele começa a fabricar um novo ideal de desconstrução eterna. E começa a elaborar um outro ideal de varão inalcançável, que é o varão ‘não varão’. Portanto, a gente tem dois pontos críticos, um ideal inalcançável de varão primitivo masculino hegemônico (por manifestar de alguma forma). E a gente tem o ideal de não varão enquanto varão”. 

Nas palavras do Leo, é no meio desses dois picos, nesse “vale de ocupação” que cada varão deve encontrar a sua frase uma vez que varão. Concordo com ele que existem milhares de possibilidades de frase de uma masculinidade sadia.

Só queria ressaltar que tenho cada dia mais orgulho de edificar a minha, dia depois dia, aprendendo com a dele. Te senhoril, hombre.

Mecenas: Natureza Varão

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Novo Natureza Varão Dom é inspirado no varão que tem o dom de unir sua força e mel. Acreditamos que há diferentes formas de masculinidades e apoiamos esse movimento. O varão não precisa encarar sua verdade de forma tradicional ou radical. Não há mais motivos para ser extremista. Esse varão aprendeu a seguir sua dor e decidiu agir da sua forma no mundo, encontrando balanço para quais batalhas valem a pena encarar e uma vez que as enfrentará.

Natureza Varão Dom celebra o varão que chora, o varão que ri, o varão que demonstra sentimentos, o varão que diz ‘Te senhoril”.


publicado em 26 de Novembro de 2019, 00:05





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Assista ao trailer do documentário “Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela paridade de gênero”, em primeira mão