Assista ao trailer do documentário “O silêncio dos homens”, em primeira mão

Assista ao trailer do documentário "O silêncio dos homens", em primeira mão – PapodeHomem
Tempo de leitura: 6 minutos

Assista ao trailer do documentário “O silêncio dos homens”, em primeira mão

Nota editorial: se quiser se cadastrar pra fazer uma exibição independente do documentário em sua cidade ou saber todos os detalhes da estreia dia 29/08/19, venha por cá. Quem se cadastrar vai receber o filme em HD e pode fazer quantas exibições quiser depois.

Já são mais de 400 pessoas voluntárias em todo o país!

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“Não tenho muita coisa pra falar.”

Essa é uma das frases mais comuns que escuto nas rodas de homens que tenho orientado por todo o país nos últimos anos. 

Uma das rodas realizadas por nós durante as gravações, com a ilustre presença de Túlio Custódio, Hélio Gomes, Pedro Figueiredo, Gustavo Tanaka, Rafael Rios, José Bueno e Paulo Miranda (eu ali no meio, de preto)

Se o grupo permanece prudente ao que vem a seguir, um pouco próprio pode suceder. Impulsionado pelo círculo de crédito à sua volta, a barragem se rompe. O silêncio é quebrado.

É impossível prever o que surge. Relatos de violência na puerícia, compulsão por sexo, depressão, sofreguidão, tentativas de fechar a própria vida, instabilidade profunda, vício em pornografia, álcool, drogas, comida, apostas, jogos eletrônicos, traumas emocionais, financeiros, divórcios, desvario parental, abusos sofridos e cometidos, nos mais diversos contextos.

O mundo emocional de boa segmento dos homens é um vulcão prestes a explodir

Por isso, há 12 anos fazemos o que fazemos. Nós escutamos. Acolhemos. E sugerimos caminhos práticos de ação e mudança.

O trailer a seguir é nossa mais profunda investigação sobre as dores, sofrimentos, obstáculos, omissões, qualidades, riquezas e processos de mudança dos homens. 

Link YouTube | Fone de ouvido e tela enxurro antes de dar o play, por obséquio 😉

 

O documentário completo será lançado em breve, junto de um livro-ferramenta com os achados centrais de nossa pesquisa — além de um mapeamento das principais iniciativas que trabalham com a transformação das masculinidades e um guia de porquê fabricar um grupo de homens.

Sonhamos ver um desses grupos atuando de forma independente em cada um dos 5.570 municípios do país.

A base de dados da pesquisa será 100% pública, por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP. O projeto conta com valioso suporte institucional da ONU Mulheres, que vai nos ajudar a levar essa mensagem ainda mais longe, fortalecendo nossa aspiração de trabalhar cada vez mais  junto a escolas e instituições de ensino.

Os danos do silêncio, quantificados: 7 em cada 10 homens lida com um distúrbio emocional hoje, em qualquer nível

O número preciso na verdade é 75.9%. Resultado de nossa pesquisa online com 40.000+ pessoas (mais da metade homens), realizada com Zooma Inc., consultoria do perito Gustavo Venturi e suporte institucional da ONU Mulheres — logo que o documentário for lançado, vamos disponibilizar o relatório completo e base de dados para baixarem, fiquem de olho em nossas redes.

Os principais distúrbios, por frequência, são:

  • sofreguidão
  • depressão
  • insônia
  • vício em pornografia
  • e, em seguida, vícios em álcool, drogas, comida, apostas e jogos eletrônicos

É provável que você sofra ou tenha sofrido com qualquer desses, sem falar com ninguém. O fechamento emocional atua porquê uma camisa de força para muitos homens, tornando ainda mais difícil tudo que enfrentam no dia a dia.

Hoje, 83% das mortes por homicídios e acidentes no Brasil são de homens. Vivemos 7 anos a menos que as mulheres e nos suicidamos quase 4 vezes mais. 17% de nós lida com qualquer nível de sujeição alcoólica. Quando sofremos um insulto sexual, demoramos em média 20 anos até recontar isso pra alguém. Tapume de 30% enfrentam ejaculação precoce ou disfunção erétil. Homens são 95% da população prisional no Brasil, sendo que a maior segmento dos encarcerados são jovens, periféricos e com privação de figura paterna. Negros e LGBTs sentem muito mais boa segmento disso.

Os homens sofrem, mas sofrem calados e sozinhos.

Mas será que existe um movimento de transformação dos homens acontecendo?

Para respondermos essa pergunta, conversamos com as pessoas por trás de inúmeras iniciativas, que estão de setentrião a sul do país, porquê Projeto Memoh, Varão Paterno, PrazerEle, Roda5070, Afropai, SERTA, Lá da Favelinha e várias outras.

Preferimos que vocês tirem suas próprias conclusões à saudação dessa pergunta, em seguida assistirem o documentário completo.

Um imenso obrigado a todos e todas que colocaram esse projeto de pé conosco!

Natureza Varão e Suplente, agradecemos profundamente pela viabilização do projeto! Sem a crença legítima, recursos e imensa vontade de vocês, esse filme não existiria. Nossas longas reuniões, ligações e encontros para erigir um projeto único foram essenciais. Carol, Tom, Thiago, Felipe, Andrea, Biancas. Rony, Joana, Marcelo, Tato. Vocês são especiais.

Juliana Fava liderou a lanço qualitativa do estudo, por meio da qual conversamos com dezenas de especialistas, com o olhar amolado de Caio César na filtragem desses diálogos. Zooma Inc. trouxe seus 16 anos de experiência para conduzirmos uma pesquisa quantitativa única, que alcançou incríveis 47.002 respostas. Rodrigo, Leandro, Helena, Kandi, Priscila e Roberta pavimentaram esse caminho e mergulharam nessa serra de dados para extrair as histórias mais significativas. Monstro Filmes foi (está sendo) lustroso em toda a produção, captação, direção e montagem do documentário, capitaneada por Luiza, Ian, Ciça, Higa, Ed e mais um time de talentos. Estudio Nono, que fez a maravilhosa identidade visual, pelas mãos de Inara e Jorge.

Cá no PdH, Ismael tem sido incansável na pronunciação do projeto. Felipe cuidando dos aspectos negociais e jurídicos, Luciano do editorial, Gabi do PR, Bia e Carol das finanças e administrativo. Contamos ainda com Gustavo Venturi e José Riscal porquê consultores de gênero.

Um totalidade de 32 pessoas envolvidas diretamente por quase um ano.

Esse é um projeto feito para furar bolhas e dialogar com todos e todas. Não à toa, também surge do ventre de uma imensa rede de coletivos, com pessoas negras, brancas, hetero, não hetero, trans, progressistas, conservadoras, jovens, adultas, velhas, de setentrião a sul do país.

Queremos contribuir para que o tema masculinidade seja pautado de modo construtivo. Não podemos falar exclusivamente do que falta e lapso nos homens, é forçoso sonharmos masculinidades possíveis, saudáveis.

Kadu dos Anjos, líder do meio cultural “Lá da Favelinha”, em BH (gravamos por lá também).

Por isso miramos nossa luz em mapear soluções, não em buscar culpados.

Esse trabalho marca ainda o promanação do Instituto PdH — novo posicionamento de nosso braço de pesquisa, o macróbio “PdH Insights”, com atuação desde 2016.

Nosso foco já é e seguirá sendo a pesquisa e desenvolvimento em florescimento humano (mergulhe cá caso queira entender melhor o termo). Ou seja, tomando nosso mundo interno porquê eixo, vamos submergir em diversos campos — sendo masculinidade exclusivamente um desses territórios.

Nosso trabalho mais recente pelo foi o projeto “Construindo pontes e derrubando muros: porquê conversar com quem pensa muito dissemelhante de nós?”.

Esse é um movimento de homens comuns, e de coragem

Por tudo isso, esse documentário é um invitação para penetrar nossos corações e termos conversas sinceras com nossos amigos, amigas, esposas, esposos, familiares, filhos, parceiros de trabalho.

É um chamado para assumirmos responsabilidade, porquê homens, pelo cultivo do horizonte que queremos. 

Esse é um movimento de coragem, coragem pra assumir responsabilidade, para escutar as mulheres, pra sermos vulneráveis e nos ajudarmos a construirmos vidas melhores. 

Não é um movimento de homens virtuosos e bonzinhos, de caras desconstruídões sensíveis, muito menos de “novos homens”, é um movimento de homens comuns, porquê eu e você. 

Leo Piamonte (um dos entrevistados do documentário) e seus filhos; o hoje e o amanhã. Foto: Ian Leite

Empolguei. Quero ajudar e ser anfitrião(ã) de uma exibição do documentário no dia do lançamento!

Fantástico. Se cadastre cá para ser anfitrião(ã) e entraremos em contato mais próximo do lançamento. E leia cá todos os detalhes sobre a estreia 29/08.

Queremos ver sessões independentes acontecendo por todo o país, ao mesmo tempo, no dia do lançamento. Vai ser lindo demais da conta.

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Porquê nos provoca Bell Hooks nesse magnífico livro, “o que foi e ainda é necessário é uma visão de masculinidade em que a autoestima e o autoamor da pessoa formem a base de sua identidade.”.

Se deseja inaugurar agora, mergulhe em nosso mapeamento com “129 projetos, iniciativas e pessoas que trabalham com a transformação dos homens, no Brasil e no mundo”. Ou caia de cabeça em nosso guia prático para iniciar um grupo de homens. E nos siga no instagram, todas nossas novidades serão divulgadas cá e por lá.

Mãos à obra?

 


Mecenas: Natureza Varão

Novo Natureza Varão Dom é inspirado no varão que tem o dom de unir sua força e mel. Acreditamos que há diferentes formas de masculinidades e apoiamos esse movimento. O varão não precisa encarar sua veras de forma tradicional ou radical. Não há mais motivos para ser extremista. Esse varão aprendeu a seguir sua pesar e decidiu agir da sua forma no mundo, encontrando balanço para quais batalhas valem a pena encarar e porquê as enfrentará.

Natureza Varão Dom celebra o varão que chora, o varão que ri, o varão que demonstra sentimentos, o varão que diz ‘Te senhoril’.


publicado em 22 de Julho de 2019, 20:15





Fonte: papodehomem.com.br

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