Assista ao trailer do documentário “Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela paridade de gênero”, em primeira mão

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Tempo de leitura: 7 minutos

Assista ao trailer do documentário “Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela paridade de gênero”, em primeira mão

Todo nosso 2015 e primícias de 2016 foi devotado a um projeto que vem correndo nos bastidores. Os mais atentos já me viram falar sobre.

Uma iniciativa conjunta entre PapodeHomem e ONU Mulheres, viabilizada pelo Grupo Farmacêutico, cuja fagulha surgiu a partir de um duelo acessível por eles (e pela Emma Watson, também):

– Uma vez que podemos envolver mais homens no movimento pela paridade de gênero?

A resposta está no trailer inferior, de um documentário a ser lançado em seguida o meio do ano. Nosso coração está em cada quina desse trabalho.

Ter a chance de conceber e executar empreitadas com essa dimensão e potencial vantajoso é segmento do que sonhamos quase dez anos detrás, quando surgimos:

Assista ao trailer antes de ler o restante do cláusula, é principal 😉

Uma vez que os dados no trailer mostram, a desigualdade não é um achismo ou excesso. As mulheres são discriminadas na política, no envolvente de trabalho, nas relações domésticas e sofrem também com condições precárias ligadas à saúde reprodutiva – sendo essas as principais dimensões do índice de paridade de gênero das Nações Unidas.

São violentadas claramente (a cada quatro minutos, uma mulher é vítima de agressão no Brasil) e sofrem também de modo soturno, por conta de vieses muitas vezes inconscientes que as fazem ser julgada menos capazes.

Ano pretérito ficou marcado porquê a “primavera das mulheres” no Brasil.

Elas ocuparam as redes sociais com as hashtags #PrimeiroAssédio, #Agoraéquesãoelas e #MeuAmigoSecreto. Ocuparam as ruas com manifestações contra a “PL do Monstro”. Tivemos a redação do ENEM dos quais tema foi violência contra a mulher. Isso só para referir algumas das movimentações mais importantes.

Absolutamente ninguém passou imune. A conversa, agora, envolve todos.

Tá, mas o que é mesmo paridade de gênero?

Uma das maiores dificuldades ao dialogar sobre qualquer coisa é a falta de uma linguagem compartilhada, de saber o que o outro quer proferir quando ele diz o que diz.

Compreensivelmente, cada um interpreta de modo pessoal o que paridade de gênero significa e gastamos pouco tempo checando qual o entendimento do outro.

Manifestar “não sei” ou “talvez meu entendimento seja incompleto” ou, ainda, “acho que sei, mas qual sua opinião a saudação?” são algumas das melhores ferramentas ao entrar em papos difíceis, a meu ver.

Para fins desse texto, vamos estabelecer que “paridade de gênero será alcançada quando homens e mulheres tiverem os mesmos direitos e oportunidades em todos os setores da sociedade, incluindo participação econômica e poder de decisão. E também quando os diferentes comportamentos, aspirações e necessidades de mulheres e homens forem também valorizados e favorecidos.” (se usa outra definição, peço que a exponha antes de comentar, para prometer melhor qualidade em nossa conversa)

Ou seja, um mundo mais justo pras mulheres passa necessariamente por mais liberdade de papéis pra todos nós. Mais fluidez para homens e mulheres poderem se expressar e decidirem viver do modo porquê considerarem melhor.

Paridade de gênero não é sobre impor, é sobre flexibilizar noções antigas de porquê devemos nos comportar

Isso beneficia mulheres e homens. Ambos têm a lucrar. Falo muito em minha pilastra “Homens possíveis” sobre as dificuldades que eles enfrentam.

Ao termos mais equivalência de oportunidades, o leque de escolhas se abre para todos. Isso não obriga mulheres a serem presidentes de empresa e dividir tudo meio a meio com os homens. Também não define que os homens devem trocar fralda do bebê todos os dias. Mas contribui para que cada pessoa, par, família, empresa, possa definir porquê considera mais adequado viver sua veras.

E os homens, porquê estão em meio a isso tudo? Quais perguntas sobre eles ainda não foram respondidas?

Sugiro algumas que merecem nossa atenção.

Bastidores de linda conversa que tivemos com o pai Joaquim Pessoa, em sua mansão, em Recife

Quais as principais tensões culturais que os inibem e aprisionam em modelos estereotipados de porquê devem ser e se portar? Quais são os seus sofrimentos em decorrência disso? Uma vez que os homens percebem o seu papel na relação com as mulheres e sociedade, hoje e amanhã? Quais são os gatilhos para transformações deles que possam beneficiar às mulheres e a si mesmos, na perspectiva de mais paridade de gênero? E quais transformações seriam essas?

Foi para investigar essas e outras perguntas que rodamos Recife, Rio de Janeiro e São Paulo (capital e interno) em procura de histórias e iniciativas inspiradoras.

Obter paridade passa por olhar para mulheres e homens, na vida real. Ler artigos e postar textões de desabafo no Facebook não basta. Por isso fomos pra rua.

Uma vez que abordo com frequência em meus textos, os homens, ainda que gostem de posar porquê heróis, não estão muito. Eles se suicidam quatro vezes mais do que as mulheres no Brasil, estão mais expostos ao doesto de drogas, violência entre outros homens e acidentes de trânsito. Em larga medida vivem de modo autodestrutivo e fechado, raramente se abrindo sobre as dificuldades enfrentadas.

O que nem de longe significa confrontar sofrimentos. Podemos ser empáticos com homens e mulheres. A questão é olhar para a real dificuldade do tema.

Precisamos proceder juntos, por meio de mais protecção, dor, brecha, tolerância, paciência, nobreza. Ainda que seja para agir de forma dura, podemos carregar essas qualidades em nossa motivação.

Pra alcançarmos a tão sonhada paridade, será necessário transformar antigas estruturas que constringem, aprisionam e perpetuam papéis que gerem sofrimento para os diferentes gêneros.

Penso que enxergar inimigos ao olhar para o outro (ou outra) não vai nos levar a lugar qualquer.

Uma das histórias que mais me tocou: reduzindo a reincidência de agressão de 75% para até 2%

Foi desvendar o trabalho de institutos porquê o Pró-Mundo, Papai e o NOOS, que atuam há mais de vinte anos transformando masculinidades.

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Gabriel Rosemberg, um dos sócios da Questto | Nó Research, entrevista Sirley Vieira, coordenador executivo do Instituto Papai, em Recife

O Instituto NOOS desenvolveu uma metodologia chamada “Grupo Reflexivo”, criada para trabalhar com homens que cometeram agressões e foram condenados pela lei Maria da Penha. Essa lei, inclusive, determina que os condenados devem receber tratamento, paisagem pouquíssimo divulgado.

Por meio dos grupos reflexivos, a reincidência de agressão chega a tombar para 2%. Sendo que no Maranhão, há pesquisas mostrando que a reincidência usual está na mansão dos 75%.

No entanto, 50% da população acredita que a sanção mais eficiente é a prisão. E exclusivamente 11% defendem a participação em grupos reflexivos porquê medida jurídica.

Essa metodologia precisa lucrar o mundo e sua eficiência deve ser reconhecida.

Penso que o varão não deve exclusivamente ser punido e excluído do drama social que é a violência contra a mulher. Infelizmente, os serviços para homens que cometeram agressões ainda são escassos. E sua geração e manutenção sofrem com resistência da sociedade, das entidades do Judiciário, além da compreensão de alguns grupos de mulheres. Creio que isso pode mudar à medida em que dermos mais visibilidade a informações porquê as que coletamos durante nossa pesquisa.

Mais do que beneficiar homens que cometeram agressões e suas futuras parceiras, os grupos reflexivos tocam as próprias raízes da violência. Transformam aqueles que agrediram em agentes de mudança. Isso é tão fundo quanto precisamos chegar.

Erigir pontes de lucidez.

Parar de enxergar inimigos e inimigas quando podemos ver parceiros e parceiras.

Esse trailer é exclusivamente a pontinha do iceberg. Além de lançar o documentário completo no meio do ano, vamos vulgarizar pequenos vídeos complementares ao longo dos próximos meses e vulgarizar também um relatório completo da pesquisa e dos dados coletados.

Uma vez que posso concordar o projeto? =]

Preenchendo esse questionário da pesquisa quantitativa que está em curso agora.

Clicar na imagem também te leva ao questionário

A pesquisa quantitativa é chave para checarmos hipóteses e insights levantados durante a lanço qualitativa, que já está encerrada.

O questionário leva muro de 10 minutos pra ser preenchido.

Compartilhe com seus amigos e amigas. O principal duelo é escutar opiniões sinceras de quem ainda não está envolvido com o tema – queremos inconstância e autenticidade. Nossa meta é entender muro de 2000 respostas, proporcionalmente representativas de todos os estados brasileiros.

Agradecimentos sem termo

Zero disso seria provável sem os parceiros da ONU Mulheres, com as incansáveis Amanda Lemos, Adriana Quadros, Isabel Clavelin e Nadine Guzman; do Grupo Farmacêutico, com a equipe liderada pela Luana Suzina e Renato Amêndola, que estão acompanhando e atuando de perto em todo o projeto, por terem uma crença na justificação que vai infinitamente além da missão pendurada na parede da empresa; da Questto Nó | Research, pesquisadores brilhantes – Gabriel Rosemberg, Juliana Fava, Gustavo Rosas –, responsáveis pela pesquisa qualitativa e co-realizadores do documentário; da Monstro Filmes, espetacular produtora que assina a direção audiovisual e realização do documentário por meio dos diretores Luiza de Castro e Ian Leite; do Gustavo Venturi, pesquisador e professor perito em gênero, que nos ajudou em todas as pontas do trabalho; da Zooma, com seus experts em pesquisa, Leandro Tonetto e Rodrigo Trevisan; da Heads Propaganda e da Carla Alzamorra, que abriram as portas para o Grupo Farmacêutico.

Ian Leite, co-diretor do documentário, filma Isabela, a corajosa aluna da Escola COOPEN (em Rio Preto/SP), que iniciou o movimento que acabou por nos levar a saber o supimpa trabalho de paridade de gênero feito pela escola

Seguindo, não podemos olvidar de todos os institutos e iniciativas educacionais que abriram as portas pra conversar conosco, porquê o Pró-Mundo, o Papai, o NOOS, a escola COOPEN e seus professores, assim porquê dos especialistas e não especialistas que abriram seus escritórios e casas, gentilmente cedendo seu tempo e, por vezes, expondo suas intimidades, suas crenças e seus obstáculos ao buscar uma sociedade mais igual.

A eles e a todos que possa por ventura ter esquecido, que apoiaram direta e indiretamente o projeto, um obrigado maior do que consigo fazer caber nessa tela!

* * *

Agora é sua vez. O que pensa disso tudo?

Será um prazer recebermos críticas respeitosas e muito embasadas. Que a não-violência impere na caixa de comentários e possamos viver cá um pouco do que aspiramos viver lá fora.

Um imenso amplexo a todos. Seguimos.


Leituras sugeridas para aprofundamento:


Mecenas: Grupo Farmacêutico

O Grupo Farmacêutico acredita que homens e mulheres são também capazes de edificar um mundo mais belo, equilibrado e justo. E que, juntos, conseguimos transformar o envolvente à nossa volta. É por essa crença e por respeitar e valorizar as características individuais de cada um que nos envolvemos em iniciativas porquê o estudo “Precisamos falar com os homens?” e que assinamos os Princípios de Empoderamento das Mulheres.

E, cá, deixamos um invitação. Vamos, juntos, em procura desse mundo mais justo e equilibrado. Vamos rever papéis, conceitos e atitudes que já não nos servem mais. Vamos transformar realidades e edificar um mundo novo. Onde todos buscam fazer o melhor. Onde o que importa é o que você faz.


publicado em 01 de Março de 2016, 13:12





Nascente: papodehomem.com.br

4 exemplos de trabalho com as masculinidades no Brasil – PapodeHomem

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