Uma vez que abordar/confrontar meu camarada machista?

Como abordar/confrontar meu amigo machista?
Tempo de leitura: 5 minutos

Uma vez que abordar/confrontar meu camarada machista?

Nota do editor: Sabemos que oriente é um tema polêmico e que uma leitura extremamente inflamada costuma ser feita somente por levantarmos a teoria de ‘confrontar’ uma pessoa, ainda mais envolvendo o tema do machismo. De um lado, as pessoas que acham que isso deve ser feito, do outro, quem acredita que isso é uma ofensa enorme. Assim, queremos frisar que prezamos pelo bom diálogo e trocas de farpas gratuitas não serão permitidas no nosso espaço. Ao se manifestar, pedimos cordialidade e ensino, no mínimo. Sem ironia, sem grosseria, sem agressividade. Portanto, se você possui uma boa história sobre o tema em primeira pessoa e acha que pode contribuir com o tema do diálogo entre pessoas de visões diferentes, siga a leitura inferior e seja muito vindo. 

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“Boa noite. Sou leitor do blog há anos, e reconheço o blog porquê um fundador de conteúdos que faz com que homens (e mulheres) interessados em autoconhecimento, quebra de paradigmas machistas, e outros temas, possam ler, aprender, refletir, e possivelmente melhorar porquê seres humanos.

Atualmente passo por uma situação um pouco desconfortável com meus amigos, e acredito que muita gente passe por um pouco semelhante, por isso queria pedir ajuda do PdH e seus leitores.

Tenho um grupo de amigos desde a puerícia, que sempre fomos muito próximos. Estudamos juntos, crescemos juntos, falamos besteira juntos e, nos últimos anos, evoluímos juntos. Hoje somos estudantes/profissionais de várias áreas, e continuamos próximos, mantendo uma relação saudável de congraçamento com nossas disponibilidades de nos encontrarmos, ou de conversarmos, etc.

O problema é que um desses amigos, não evoluiu da mesma forma que nós. Não que sejamos perfeitos, longe disso. Cada um tem suas angústias, suas lutas, seus problemas, mas temos (quase) todos uma visão de mundo razoavelmente alinhada, progressista. Todos, exceto esse camarada em peculiar.

Ele é um rosto que é rebento único, que teve influência de homens ‘machões’ e ‘durões’ a vida toda, tanto na família quanto no trabalho. É extremamente competitivo e várias vezes tenta se ‘impor’ porquê polêmico ou ‘o fodão’, por meio de atitudes por vezes imaturas, porquê pelo meio de comentários irônicos e um pouco ofensivos, ou às vezes compartilhando opiniões politicamente incorretas. Ao mesmo tempo o conhecemos porquê um bom camarada, leal e presente, porquê um rosto inteligente, devotado, além de termos vários gostos em geral. Por ser uma boa pessoa, apesar de algumas atitudes, sempre relevamos as atitudes suas atitudes de ‘crianção’.

A grande questão é que essas pequenas atitudes bobas têm incomodado cada vez mais, e a pinga d’chuva (mais para cascata, pois foi grave) foi quando, em uma conversa de bar com um camarada, ele disse um pouco extremamente machista. O que foi dito não vem ao caso, mas, apesar de ter sido muito repreendido, ele continuou defendendo seu pensamento. Esse indumentária se espalhou entre meus amigos, que tem o deixado de lado, excluindo de saídas, viagens e conversas.

Me sinto extremamente desconfortável com tudo o que ocorreu. Apesar de descobrir seu exposição sem razão, o considero uma pessoa ‘inofensiva’, que não tem intenção de promover mal a ninguém. Ao mesmo tempo, obviamente é incabível tolerar discursos de ódio/sexistas, por fim, por mais que ele possa não fazer mal diretamente aos outros, valida atitudes que causam mortes e agressões contra minorias. 

Outro problema com isso tudo, é que nas poucas vezes que nos encontramos, em grupo posteriormente o ocorrido, ele foi marginalizado, o que o deixou ainda mais ‘defensivo’. Acho, sim, que alguma atitude deva ser tomada com relação ao que aconteceu, e mais do que isso, com relação a forma porquê ele se relaciona com os outros. Acho que ele precisa e até merece uma conversa (que ainda não aconteceu) apropriada sobre o tópico, para que tenha uma oportunidade de reflexão e de desenvolvimento.

Em seguida todo esse texto, e posteriormente fazer a pesquisa sobre masculinidade do PdH resolvi trazer a tona essa situação com o seguinte pedido de ajuda: ‘Uma vez que abordar/confrontar meu camarada machista?’ 

Gostaria de manter contato com ele, evitar que ele perdesse suas maiores amizades, e gostaria de vê-lo crescendo, evoluindo porquê varão. Apesar disso, não acho patente ‘passar tecido’ para pessoas e atitudes machistas.

Nesse momento sinto que ao mesmo tempo que estamos perdendo um camarada, o que podia ser evitado, nós não conversamos apropriadamente com ele, deixando que ele perpetue, mesmo que ‘somente’ no exposição, um dos grandes males da sociedade.

Acredito que muita gente já viveu um pouco semelhante, queria saber porquê lidaram com a situação para que possa buscar uma solução ‘construtiva’ para um problema tão grave.

Obrigado pela ajuda,

JP”

Leituras complementares:

Uma vez que os homens se transformam, por Guilherme Valadares

Link Youtube

Uma vez que falar com quem pensa muito dissemelhante de você?, Redação PdH

Link Youtube

Uma vez que responder e ajudar no Mentoria PdH (leia para evitar ter seu observação sumido):

  • comentem sempre em primeira pessoa, contando da sua experiência direta com o tema — e não só dizendo o que a pessoa tem que fazer, porquê um professor distante da situação
  • não ridicularizem, humilhem ou façam piada com o outro
  • sejam específicos ao narrar do que funcionou ou não para vocês
  • estamos cultivando relações de parceria de congraçamento com a perspectiva proposta cá, que vai além das amizades usuais (vale a leitura desse link)
  • comentários grosseiros, rudes, agressivos ou que fujam do foco, serão deletados

Uma vez que enviar minha pergunta?

Você pode mandar sua pergunta para posts@papodehomem.com.br .

O tópico do email deve ter o seguinte formato: “PERGUNTA | Mentoria PdH” — assim conseguimos filtrar e encontrar as mensagens com facilidade.

Posso fazer perguntas simples e práticas, na risca “Uma vez que planejo minha mudança de cidade sem quebrar? Uma vez que organizar melhor o tempo pra cuidar de meu rebento? Uma vez que mourejar com o diagnóstico de uma doença grave?” ?

Queremos tratar também de dificuldades práticas enfrentadas por nós no dia-a-dia.

Portanto, quem tiver questões nessa risca, envie pra nós. Assim vamos construindo um mosaico mais espaçoso de assuntos com a Mentoria.

Essa Mentoria é incrível. Onde encontro as perguntas anteriores?

Basta entrar na coleção Mentoria PdH.

JP, um presente pra você:

Vamos te enviar por email o ebook “As 25 maiores crises dos homens — e porquê superá-las”, produzido pelo PdH.

Se deseja comprar ou presentear alguém que possa se beneficiar, compre a sua edição cá.

Para saber mais sobre o teor do livro e tudo que vai encontrar lá dentro, leia esse texto.

Ao comprar o livro, você também ajuda a manter o PapodeHomem vivo.

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publicado em 10 de Junho de 2019, 15:32





Fonte: papodehomem.com.br

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