Porquê mourejar com as frustrações sexuais ao ter um rebento

Como lidar com as frustrações sexuais ao ter um filho – PapodeHomem
Tempo de leitura: 7 minutos

Porquê mourejar com as frustrações sexuais ao ter um rebento

Antes de inaugurar esse debate, precisamos desconstruir o mito de que o varão é movido a sexo. Ou, pelo menos, de que ele tem invariavelmente mais gosto sexual do que a mulher. Com todos de negócio (essa percepção macro é facilmente errônea, pois cada um tem mais ou menos libido uma vez que resultado de diversos fatores), sigamos.

Conversando com um camarada, o João Silva*, pai de duas lindas meninas ainda pequenas, ele não hesitou quando perguntei se o ritmo sexual do par desacelerou quando nasceu a primeira: “Houve uma mudança considerável na nossa frequência sexual posteriormente a chegada da primeira filha”.

A primeira “tentativa” do João foi uns quatro meses depois do promanação da pequena que, segundo ele, não rolou porque a esposa sentia dores e ainda não estava conseguindo relaxar. No sexto mês, começaram a conversar (!) sobre retomar a rotina sexual. “A libido dela ainda estava baixíssima e foi a vontade dela que continuou sendo respeitada. Naquele momento, acabei esfriando minha vontade também”.

E agora, João?

“Pra ser sincero até mais ou menos 1 ano, levei numa boa. Entendia a complicação do momento, das preocupações com a maternidade e a própria volta ao trabalho (…). Depois disso, comecei a permanecer incomodado”.

Na visão do meu camarada João, a teoria de que o varão “precisa entender” que, depois dos filhos, a vida do par muda pode trazer muito sofrimento, pois trata-se de uma responsabilidade de ambos em ume relação. Finalmente, a vida de um par é vivida e decidida a dois, unilateralmente.

A dica do terapeuta Anderson Martiniano, também camarada e que está vivendo a experiência com rebento pequeno em vivenda, segue a risca da compreensão. “É preciso prestar escora à mãe e ao bebê e entender que a tempo é passageira. O carinho, abraços, beijos e a famosa conchinha podem estimular o par à prática do sexo, mas caso não ocorra não se deve entender uma vez que repudiação”.

A questão parece mesmo estar mais ligada com estresse do que com gênero (varão e mulher), por diversos motivos: mudança de rotina imposta pela petiz, estágio inédito sobre uma vez que mourejar com frustrações e dificuldades no manejo com o bebê, mudança de envolvente e adaptações da vivenda, notícia entre o par alterada pela irritabilidade intrínseca do momento novo, distorção interpretativa por conta de desgaste físico e psicológico, solidão de recursos uma vez que lazer e sociabilidade, conflitos familiares sobre uma vez que cuidar do bebê e dificuldades de processamento cognitivo por falta de repertório emocional ou reativo para mourejar com a situação novidade.

A ciência diz alguma coisa?

Interessante é que, pesquisando mais sobre a “problemática”, cheguei a um estudo publicado pelo Journal of Sexual Medicine, que diz que o cansaço e o estresse de ser pai recente também podem ocasionar perda de libido pelos parceiros. Ou seja, amigos, não tem essa de “estou sempre pronto pra transar”. Nossa vida sexual é pautada muito mais do que por hormônios à flor da pele.

A psicóloga Janaina Rodrigues Machado me contou que, por aí, a questão sempre gira muito em torno do tempo que a mulher está voltada à maternidade, a urgência do varão compreender esse tempo e da valimento do diálogo (estável) entre o par sobre o sexo. E até a possibilidade de buscarem ajuda terapia caso não consigam estabelecer estratégias para retomar o romance e a vida sexual que tinham antes da prole:

“Mas, oras, se a receita está aí, por que muitas vezes a verdade não é essa? Porque alguns relacionados esfriam e às vezes até terminam? Por que a procura por outra pessoa para satisfazer os ‘instintos masculinos’ é geral? E ainda, pior, porque algumas mulheres preferem ceder às pressões para satisfazer suas ‘obrigações matrimoniais’?”  

A verdade nem sempre é reconfortante e, nesse caso, acreditamos (Jana e eu) que as crenças que construímos ao longo da vida determinam nossos sentimentos e comportamentos. À medida em que os meninos são educados para lutar e vencer, as meninas o são para cuidar e aprazer. “Na vida adulta só pode refletir esses papéis!”.

Essas desconstruções precisam ser aprendidas.

Voltando ao estudo do Journal of Sexual Medicine, o supino interesse dos pais novatos pelas mães esposas se dá também pelo roupa de a urgência de exercitar sentimentos de intimidade. Os pais experimentam, sim, uma subtracção no libido sexual posteriormente o parto por conta da fadiga e falta de tempo livre.

O meu camarada João não chegou a comportar a tal fadiga posteriormente a chegada das filhas, mas conhecendo-o (e outras famílias com crianças) sabemos que esse é um ponto a ser considerado: ser pai/mãe é puxado, sendo o diálogo a melhor forma de trazer isso à tona e deixar o negócio bom para todo mundo.

“Não adianta permanecer tentando imaginar o que o outro está pensando ou deixando de pensar. Esse cultura (de brecha para o diálogo sobre sexo) deve ser criada desde antes do promanação. Se verosímil e de preferência, até mesmo antes do matrimónio. Talvez mais saudável nesse período, para além do sexo, é não deixar de transpor, ir ao cinema, pois são esses vínculos que vão manter a relação nesse período mais difícil”, disse sabiamente o João. Zero uma vez que a experiência, né?

Cá não estou rechaçando a valimento da sexualidade em uma relação afetiva – até porque para muitos casais ela é mais (ou menos) fundamental.

Estou, sim, propondo refletirmos que, posteriormente a gravidez, tanto homens quanto mulheres sofrem mudanças ambientais, psicológicas e biológicas. Sigo com a Anderson: “É preciso aceitarmos que estes fatores interferem no gosto sexual e suas causas são tão justificáveis quanto qualquer disfunção da sexualidade”.

Mas é, sim, verosímil encanar essa vigor intensa da libido com algumas “técnicas”:

1. Conheça-se, dê-se prazer, masturbe-se

Nós, melhor do que ninguém, sabemos o que nos dá (ou dará) prazer em cada momento. Não há problema qualquer na onanismo durante o matrimónio. A psicóloga Regina Navarro, em uma de suas brilhantes colunas para o UOL, afirma que a onanismo para casados e solteiros só se tornou alguma coisa “proibitivo” porque a Igreja a taxou uma vez que perversão:

“Por conta dos preconceitos encontramos pessoas culpadas e amedrontadas com seus próprios desejos e com a forma de realizá-los. Isso impede que a onanismo se torne a experiência libertadora e satisfatória que ela pode ser”.

O método, por exemplo, foi adotado pelo João: “Quase sempre recorri à tradicional forma de sossegar as tensões (…), o tal ‘vício de menino’.”

Resumo: masturbe-se à vontade, camarada! Pode ajudar no período de pouca atividade sexual na sua vivenda!

2. Controle sua sustento e o tesão

Se está muito difícil só pela onanismo, pelo diálogo ou pela compreensão de que sua esposa agora é mãe e vocês terão que dividir a vida sexual anterior à gravidez com as demandas com um novo membro da família, coma soja.

Brincadeiras à secção, um item do site Fatherly afirma que a proteína de soja é rica em isoflavona, elemento semelhante ao estrogênio. Ou seja, uma dieta rica em soja pode ajudar a diminuir os níveis de testosterona de um varão e, consequentemente, esse tesão louco.

Por outro lado, vitualhas ricos em gorduras saturadas e proteínas animais podem ser associados a libidos superiores. Portanto, desvelo com esses nessa tempo.

3. Sexo não é só penetração

Se ela está reclamando de dores, desconfortos ou ainda não se adaptou à rotina pós-chegada do bebê, forçar a barra para transar não é o caminho – uma vez que já discutimos no início.

Agora, quem sabe se com jeitinho, você não cria um momento favorável (para ambos) e vocês não trocam pelo menos umas carícias. Ser masturbado por uma mão que não é sua (mas de alguém que você governanta) pode ser muito gostoso.

Quem discorda?

4. Dialogue mais e acabe com o tabu que é o sexo

Quem sabe não seja esse o momento de completar com o tabu que o sexo possa ter sido na relação até logo? Para a psicóloga Regina Navarro, a falta de diálogo e reflexões acerca dos problemas dentro do relacionamento é o que leva ao término dos mesmos.

Uma frase ótima que li da perito e que corrobora muito com o que estamos falando cá é: “É o tesão que leva à originalidade. Sem libido pelo parceiro, não tem originalidade e ânimo que deem jeito na relação”.

Permito-me a acrescer cá que, sem diálogo, não há a chance de ser criativo com o parceiro.

Olha só a opinião (poderoso) do Anderson: “Nós, homens, continuamos lutando com modelos ainda não descartados de que o sexo se torna muitas vezes uma obrigação feminina tanto quanto as tarefas domésticas. Porém não precisamos qualificar o lado visível ou inexacto assim uma vez que fazemos com a política atualmente, é preciso dialogar”.

E eu não poderia fechar esse item (e perfurar para a discussão nos comentários) sem levantar uma questão importante: quão saudável é tornar o sexo, obrigatoriamente, protagonista de relacionamentos afetivos?

Vamos conversar.

Por motivos óbvios, João Silva* é um nome suposto do nosso personagem.

Mecenas: Natureza

Natureza Varão acredita que existem tantas maneiras de trenar as masculinidades quanto o número de homens que existem no mundo e que os homens podem, sim, se perfurar a conversas desse porte, buscando melhorias reais. Sem modelos a serem seguidos, sem colocar ainda mais pressão sobre os nossos ombros.

As nossas verdades, os nossos ritmos, os nossos jeitos de ser e estar no mundo. Seja varão? Seja você. Por inteiro. Natureza Varão celebra todas as maneiras de ser varão.


publicado em 28 de Agosto de 2017, 00:00





Fonte: papodehomem.com.br

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