Depressão pós-parto… no varão? | Consultório #3

Depressão pós-parto... no homem? | Consultório #3 – PapodeHomem
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Depressão pós-parto… no varão? | Consultório #3

No mês pretérito, um camarada médico de família mandou-me uma foto dele com seu fruto de poucos meses. De rosto colado ao do pai, o bebê encantava com seus olhos grandes e atentos e as bochechas fofas. “Esse é o faceta que veio pra revolucionar meu mundinho!”, escreveu. “Quando compartilho foto, algumas amigas logo me tacham uma vez que ‘pai coruja’. Uma única foto em meses é suficiente. Curiosa reação… Uma vez que se o pai não tivesse recta”.

Às vésperas do Dia dos Pais, não podíamos falar de outra coisa que não saúde e paternidade.

Um pouco de história

O Father’s Day surgiu nos Estados Unidos em 1910, teoria de uma moça chamada Sonora Louis Dodd. Sua mãe morrera durante o parto do sexto fruto e ela e o pai, um veterano da guerra social americana chamado William Jackson Smart, assumiram o zelo dos irmãos menores. Ela tinha grande consideração por ele e, depois de ouvir um sermão de Dia das Mães, achou que seu pai merecia uma homenagem semelhante. Inicialmente comemorado em 19 de junho (dia do natalício de William), foi nomeado nacionalmente para o terceiro domingo de junho pelo presidente Lyndon Johnson em 1966 e oficializado pelo presidente Richard Nixon seis anos depois.

No Brasil, a celebração foi instituída em 1953 pelo publicitário Sylvio Bhering, na era diretor do jornal e da rádio Orbe – supostamente para homenagear o “superintendente da família”, mas sabidamente para incentivar as vendas do negócio e, com isso, aumentar os ganhos com anunciantes. Ele foi comemorado pela primeira vez em 16 de agosto, Dia de São Joaquim, padroeiro da família, passando depois ao atual segundo domingo de agosto (por conformidade com o Dia das Mães). Já em Portugal, é comemorado em 19 de março, dia de São José, pai de Jesus Cristo.

Pré-natal do varão

Quase 110 anos depois da invenção de Sonora Dodd, os homens continuam participando muito pouco do trabalho doméstico e da geração dos filhos. Dados do IBGE de 2017 mostram que, independentemente de classe social, escolaridade ou renda, as mulheres fazem mais serviço doméstico que os homens – mesmo aquelas que têm a mesma jornada de trabalho fora de lar que seus companheiros. A única tarefa que os homens fazem mais que as mulheres são reparos (trocar e consertar coisas) – ou seja, precisamos melhorar bastante. E não se trata de ajudar as mulheres, mas de entender que as tarefas domésticas e o zelo dos filhos também são responsabilidade dos homens.

Por outro lado, muitos casais têm estabelecido relações mais igualitárias, e muitos pais vêm descobrindo uma vez que é bom cuidar dos filhos. O Ministério da Saúde tem estimulado a paternidade responsável através do “pré-natal do parceiro”, uma série de ações visando a maior participação dos homens na prenhez, parto e zelo dos filhos. Infelizmente, esses cuidados muitas vezes acabam se resumindo à realização de sorologias para HIV, sífilis e hepatites e por uma tipagem sanguínea quando a mulher tem sangue tipo negativo. Dependendo da combinação entre mãe e pai e do tipo sanguíneo dos filhos já nascidos, é necessário tomar medidas contra a eritroblastose fetal, uma anemia grave que pode intercorrer em fetos e recém-nascidos.

O manual do pré-natal do parceiro está disponível cá, e traz muitas dicas para curtir esse momento.

Depressão pós-parto… no varão?

A gravidez e o parto são situações de muita ambivalência: mesmo pais e mães que planejaram e receberam muito a gravidez podem se ver diante de pensamentos contraditórios e indecisão. A sociedade espera que a maternidade e a paternidade sejam a melhor experiência da vida de uma pessoa, mas de repente você se vê menos feliz do que esperava – ou até muito, muito triste. E uma vez que manifestar a alguém que você não está feliz com a maternidade ou a paternidade?

Muitas mulheres ficam tristes e chorosas nos primeiros 10 dias depois o parto, o que chamamos de baby blues ou melancolia pós-parto, requisito que costuma melhorar com suporte da família ou profissional.

Entretanto, 10 a 15% das mães vão ter depressão pós-parto, um quadro depressivo que se manifesta geralmente de quatro a seis semanas depois o parto e alcança um pico dos três a quatro meses de promanação do fruto.

O que é pouco sabido é que homens também podem ter depressão pós-parto, embora em proporção menor: murado de cinco mulheres para cada varão agredido.

Nesse sentido, duas perguntas que os médicos deveriam fazer a mães e pais nos primeiros meses depois o parto (e os genitores, a si mesmos) são:

  1. Durante o último mês, você com frequência ficou incomodada(o) por sentir-se triste, deprimida(o) ou sem esperança?

  2. Durante o último mês, você com frequência ficou incomodada(o) por ter pouco interesse ou prazer em fazer as coisas?

Se a resposta a uma dessas questões for “sim”, pode ser que você precise de ajuda profissional – a principiar por um médico de família, psiquiatra ou psicólogo.

E você, que tem um camarada com fruto pequeno, pergunte sinceramente se ele ou o parelha precisam de alguma ajuda.

Música, maestro

Muitos artistas fizeram músicas sobre pais, filhos e sua relação – a principiar por Pais e Filhos, do Legião Urbana. A saudade é uma marca geral nessas dez canções que selecionei:

  1. Naquela mesa, de Hamilton de Holanda.

  2. Espelho, de Paulo César Pinho e João Nogueira.

  3. O fruto que eu quero ter, de Toquinho e Vinicius de Moraes.

  4. Father and son, de Cat Stevens (hoje Yusuf Islam).

  5. Beautiful boy (Darling boy), que John Lennon compôs para seu fruto Sean em 1980, mesmo ano em que morreu.

  6. Pai, de Fábio Júnior – deem uma chance ao pai do Fiuk.

  7. Tears in heaven, de Eric Clapton, do qual fruto morreu aos quatro anos de idade.

  8. My father’s eyes, também de Clapton, que não conheceu o pai.

  9. Patches, de Ronald Dunbar e General Norman Johnson.

  10. Marvin, versão de Sérgio Britto e Nando Reis da melodia Patches.

Não sei para vocês, mas para mim elas são pranto na certa.

Feliz Dia dos Pais!

* * *

Nota do responsável: Olá, pessoal! Uma vez que vocês já sabem, sou médico e estou escrevendo cá na pilar Consultório, de duas em duas semanas, às terças. 😉

A teoria é que a nossa pilar atenda às dúvidas e perguntas sobre saúde do varão que surgirem cá nos comentários, mas também estamos monitorando as buscas que trazem acessos ao site (Google, confessionário da vida moderna) e, se não quiser se indentificar, pode mandar perguntas para o meu e-mail: aadmodesto@gmail.com.

Abraços e até daqui a 15 dias!

* * *

Um invitação próprio: venha para o PAI, nosso evento anual sobre paternidade

Em primeiro lugar, gostaríamos de avisar que já estão abertas as vendas de ingressos pro nosso evento anual, o PAI. Estamos super empolgados de ter a chance de fazer o evento mais uma vez e queremos transformá-lo em uma tradição do Papo de Varão. Uma vez que foi um pedido da própria comunidade, esse ano vamos focar em aspectos práticos da paternidade. Tudo o que você precisa saber pra não quebrar cabeça com a rotina da paternidade.

O corpo de palestrantes está lindo. Temos desde algumas mulheres importantes, uma vez que a Rita Monte, contando sobre o que os pais podem aprender sobre companheirismo entre pais com os grupos de mães, até o Tiago Korch falando sobre uma vez que fica o sexo depois a chegada dos filhos, passando pelo Ismael dos Anjos contando sobre uma vez que a forma uma vez que somos criados afeta a forma uma vez que criamos nossos filhos. Vai ser muito bonito!

Você pode ver mais detalhes no Sympla e já prometer o seu.


publicado em 07 de Agosto de 2018, 16:08

Natividade: papodehomem.com.br

A gente sofre pra não sofrer

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[+18] Bom dia, Amanda Monteiro – PapodeHomem
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