Estou à margem do suicídio

Estou à beira do suicídio
Tempo de leitura: 4 minutos

Estou à margem do suicídio

“Fala galera do PdH,

Meu nome é KAI. Estou escrevendo essa nota com o objetivo de serenar minhas agonias e desoprimir sobre a minha vida. Os parágrafos a seguir podem moderar uma subida ração subida de vitimização, mas vou me ater ao supremo a veras palpável das coisas.

Não vou perder tempo falando da minha puerícia: foi normal, altos e baixos mas zero aterrorizante. O inferno começou na pré-adolescência. Eu era um menino tipicamente frágil. Fui gordo demais e magro demais. Passei por diversas humilhações.

Enquanto meus conhecidos conseguiam seus primeiros relacionamentos na filete dos 12/13 anos, eu era deixado de lado. As garotas não sentiam atração por mim. Na verdade, acho que sentiam pena devido a minha personalidade retraída e tímida.

Foto por @dearferdo

Com 15 anos mudei de escola e poucas coisas mudaram. Continuei a ser o renegado e, apesar de não estar completamente só, ainda era visto porquê fraco. Nesse mesmo período, sofri vendo os colegas de classe contando histórias sobre sexo, pegação e etc.

Ou por outra, dificilmente era convidado para festas, o que me causava ainda mais tristeza. No 2° e 3° anos do ensino médio, continuei a ser irrelevante. Zero de festas, sexo e coisas comuns nessa idade. Mas, ainda assim, possuía alguns amigos.

Depois que terminei o ensino médio, passei um ano e meio praticamente  só. Essa situação findou-se quando ingressei na universidade no meio de 2014, mesma quadra em que comecei a fazer liceu.

Porém, a origem de varão fraco ainda permeava, eu ainda era o mais zuado na roda de amigos. Com 20 anos ainda era bv e virgem. Vivi os mais variados tipos de inferno: não conseguia me aproximar de garotas, não conseguia fazer amigos, não saía para festas e me apaixonei por uma pequena que cagava pra mim, o que me causou muito sofrimento.

O tempo foi passando e eu continuava vagando pela vida. Pontualmente fui melhorando alguns aspectos, mas tive recaídas fortes, chegando a tentar suicídio através de remédios.

Eu não conseguia ter uma vida normal: poucos amigos, vida social nula. Reveillon, praia, carnaval, viagens com os brothers são utopia pra mim. O termo de ano é uma das piores épocas da minha vida.

Consegui a proeza de dar meu primeiro ósculo com 23 anos. Atualmente tenho 24, só beijei essa pequena e continuo virgem. Já sou formado em um curso superior, porém não tenho tarefa, possuo pouquíssimos amigos, e perdi as esperanças em basicamente tudo.

Em resumo, sou um varão de 24 anos, graduado, desempregado, que nunca fez sexo, beijou uma vez na vida e, pasmem, nunca viajou ou foi à praia.

Quero ressaltar que faço seguimento psiquiátrico (o que obviamente ajuda muito). Atualmente possuo uma fisionomia relativamente boa e mesmo assim me tenho uma auto estima e auto crédito baixíssimas. Apesar de não querer, a teoria de suicídio é cada vez mais potente, só não o fiz por um misto de fraqueza e esperança.

Esse relato é um dos meus últimos pedidos de ajuda. Obrigado.

Obs: eu queria muito ouvir a opinião do Fred Mattos a saudação desse desabafo. Ele me ajudou muito através desses anos, é um profissional que eu admiro muito.”

Precisa de ajuda urgente?

Com depressão e suicídio não se brinca. Alguém me disse um dia destes que quem comete suicídio, na verdade não quer morrer, só quer matar a dor. Há muitas outras maneiras de silenciar esta dor e queremos te ajudar. 

Se estiver precisando de ajuda urgente, mas não souber com quer falar, entre em contato porquê CVV – Núcleo de Valorização da Vida.

O CVV realiza escora emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob totalidade sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Porquê responder e ajudar no Mentoria PdH

(leia para evitar ter seu observação desvanecido):

  • comentem sempre em primeira pessoa, contando da sua experiência direta com o tema — e não só dizendo o que a pessoa tem que fazer, porquê um professor distante da situação
  • não ridicularizem, humilhem ou façam piada com o outro
  • sejam específicos ao narrar do que funcionou ou não para vocês
  • estamos cultivando relações de parceria de tratado com a perspectiva proposta cá, que vai além das amizades usuais (vale a leitura desse link)
  • comentários grosseiros, rudes, agressivos ou que fujam do foco, serão deletados

Porquê enviar minha pergunta?

Você pode mandar sua pergunta para posts@papodehomem.com.br .

O matéria do email deve ter o seguinte formato: “PERGUNTA | Mentoria PdH” — assim conseguimos filtrar e encontrar as mensagens com facilidade.

Posso fazer perguntas simples e práticas, na traço “Porquê planejo minha mudança de cidade sem quebrar? Porquê organizar melhor o tempo pra cuidar de meu fruto? Porquê mourejar com o diagnóstico de uma doença grave?” ?

Queremos tratar também de dificuldades práticas enfrentadas por nós no dia-a-dia.

Portanto, quem tiver questões nessa traço, envie pra nós. Assim vamos construindo um mosaico mais vasto de assuntos com a Mentoria.

Essa Mentoria é incrível. Onde encontro as perguntas anteriores?

Basta entrar na coleção Mentoria PdH.

KAY, um presente pra você:

Vamos te enviar por email o ebook “As 25 maiores crises dos homens — e porquê superá-las”, produzido pelo PdH.

Se deseja comprar ou presentear alguém que possa se beneficiar, compre a sua edição cá.

Para saber mais sobre o teor do livro e tudo que vai encontrar lá dentro, leia esse texto.

Ao comprar o livro, você também ajuda a manter o PapodeHomem vivo.

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publicado em 09 de Setembro de 2019, 14:14





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