Estudo de Harvard revela que desemprego é o fator que mais provoca divórcios (e expõe consequências do machismo)

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Estudo de Harvard revela que desemprego é o fator que mais provoca divórcios (e expõe consequências do machismo)

Não é sobre ajudar com trabalhos domésticos. Também não é sobre a mulher ter o próprio serviço. Nem sobre o varão passar muito tempo trabalhando e pouco com a família. Pelo contrário. Um estudo recente da Universidade de Harvard indicou que a principal motivo de divórcios nos Estados Unidos é o desemprego dos homens.

Para chegar a esta desfecho, a professora e socióloga Alexandra Killewald analisou mais de 6300 casamentos heterossexuais realizados nos Estados Unidos entre 1968 e 2013, nos quais os parceiros tinham entre 18 e 55 anos e estavam no primeiro matrimônio. Desse totalidade, 1684 acabaram em divórcio e tiveram suas causas analisadas em verificação aos casamentos duradouros.

A pesquisadora decidiu realizar o estudo porque, segundo ela, a maioria das pesquisas que já analisaram fatores econômicos do divórcio se concentram exclusivamente nas características das mulheres. Por assim expor: (1) se ela tem sua própria curso; (2) se tem ajuda nos trabalhos domésticos; (3) se é independente financeiramente; e (4) se teria segurança em seguida a separação. Killewald alerta que embora os homens tenham recebido menos atenção dos estudos acadêmicos, eles também levam esses fatores em consideração em casos de divórcio.

Foi logo que, decidida a estudar também as condições do marido num cenário pré-separação, ela chegou à desfecho que surpreendeu a todos: o desemprego do varão na relação é o fator que mais gera divórcios.

Os motivos

Intitulado “Money, Work, and Marital Stability: Assessing Change
in the Gendered Determinants of Divorce
“, a pesquisa se propunha a examinar as relações entre verba, trabalho, gênero e segurança no enlace. Para isso, a pesquisadora começou dividindo o estudo em duas partes: antes e depois de 1975.

Segundo ela, é nessa data que começam a se solidar os matrimônios que já levam em consideração mulheres que queriam e estudaram para ter suas próprias carreiras e não para serem exclusivamente cuidadoras do lar. Ou seja, é nessa data que as primeiras consolidações da segunda vaga do movimento feminista nos Estados Unidos começam a se refletir nos dados analisados.

A partir desse marco, a pesquisadora investigou hipótese por hipótese levantada, começando pelo serviço em tempo integral das mulheres:

“Determinar a associação entre o serviço das esposas e o risco de divórcio e uma vez que essa associação pode ter mudado entre os recortes de enlace é um repto. Quando todos os recortes são reunidos, o serviço das mulheres está associado ao risco maior de divórcio. Porém, esse risco diminui com o passar dos anos e não posso descartar a possibilidade de que esses divórcios aconteceram por efeitos antecipados. Os resultados são condizentes com a mudança sobre a expectativa do serviço das esposas, mas as conclusões sobre esses recortes cruzados devem permanecer especulativas.”

Já sobre a maior participação dos homens nos trabalhos domésticos, Killewald declarou:

“Para os casamentos fundados a partir de 1975, qualquer mudança na responsabilidade doméstica das esposas não está linearmente associada a uma maior segurança conjugal. Modelos suplementares revelaram que, pelo menos no recorte mais recente, qualquer igualitarismo na ramificação do trabalho doméstico pode aumentar as chances do relacionamento ser perene. Porém, mais pesquisas também são necessárias para investigar de forma precisa essa relação.”

O que a pesquisa foi capaz de solucionar sem dúvidas, diz reverência ao desemprego do varão e seu impacto no divórcio:

“A evidência mais poderoso para a perspectiva da instituição de gênero é que, para os casamentos iniciados em 1975 ou ulterior, o divórcio é mais provável quando os maridos não estão num serviço de tempo integral. Assim uma vez que o provedor do sexo masculino permaneceu importante para a formação do enlace uma vez que nós conhecemos, os resultados cá demonstram sua valimento duradoura também para a segurança do enlace. Os resultados são condizentes com as alegações de que o provedor masculino continua a ser um componente mediano no contrato conjugal.”

As explicações

As mudanças a partir de 1975 e o roupa de que o (des)serviço masculino é tão preponderante para o (in)sucesso do enlace sugerem a mesma coisa. As relações e as expectativas entre os gêneros dentro de uma relação heterossexual estão sendo transformadas, mas em ritmos diferentes.

Ainda que lento em ambos os casos, a pesquisa indica que as mulheres estão conseguindo se livrar das amarras do sexismo mais rápido do que os próprios homens. Ou seja, elas sofrem mais com os efeitos do machismo, mas também estão combatendo isso de forma mais efetiva do que eles.

Objetivamente: enquanto a ramificação de tarefas em moradia e a independência financeira das mulheres é um pouco que vem caminhando cada vez mais para o generalidade, a responsabilidade do varão uma vez que provedor maior da moradia continua.

“O enlace continua sendo uma instituição de gênero, incorporada na estrutura de gênero maior. Os diferentes resultados do recorte marital sugerem que os determinantes da segurança conjugal provavelmente continuarão a mudar em conjunto com as mudanças na estrutura de gênero mais ampla. O roupa de que, nos recortes recentes, o serviço das esposas não está associado ao risco de divórcio, enquanto a falta de serviço dos maridos está, sugere que as mudanças na estrutura de gênero podem não ter prosseguido uniformemente para os homens e mulheres. As expectativas do trabalho doméstico das esposas podem ter mudado, mas a norma do marido protector da família persiste.”

A pesquisadora também explicou uma vez que isso efetivamente se reflete no término dos relacionamentos:

“É verosímil que o desemprego dos maridos esteja associado à ruptura conjugal mais poderoso do que as esposas, não por interpretações de gênero somente, mas porque essa falta de serviço deles está mais propensa a ser involuntária e o desemprego involuntário pode afetar os casamentos mais fortemente do que o voluntário, afetando resultados uma vez que a saúde mental dos parceiros.”

No entanto, a própria professora faz a salvaguarda de que mais pesquisas seriam necessárias para tirar conclusões sobre isso. Ela argumenta que a quantidade de famílias deliberadamente não-tradicionais ainda é pequena. Ou seja, ainda há poucos casais nos quais o varão escolhe cuidar da moradia e dos filhos enquanto a mulher trabalha fora.

Nos dados analisadas pela pesquisa em questão, em 2012, exclusivamente 20% dos pais que estavam em moradia, fizeram essa escolha consciente com o objetivo de cuidar da família. Sobre esse contexto especificamente, nós do PdH fizemos uma entrevista há não muito tempo com o Marco Antônio DiPreto para a nossa série Caixa Preta:

Link Youtube

A essa profundidade, porém, você deve estar pensando que no Brasil esses dados podem ser dissemelhante e, de roupa, não há pesquisas que confirmam se o desemprego masculino tem fator decisivo nos divórcios realizados cá no país, mas nós mesmos do PapodeHomem fizemos recentemente uma pesquisa completa junto à ONU Mulheres que indicou, entre outras coisas, que 44% dos homens se sentem pressionados por ser o provedor da moradia, mas não falam sobre isso:

Tudo isso só indica que os efeitos do machismo seguem afetando homens, mulheres e a relação entre eles. Nós já falamos sobre o tema em diversos outros artigos (linkados aquém), mas agora queremos te ouvir:

Por fim, você acha que perder seu serviço poderia perfazer com o seu relacionamento?

Leituras sugeridas para aprofundamento:

Mecenas: Natureza Varão

Seja varão? Seja você. Por inteiro.

Não precisamos colocar ainda mais pressão sobre os nossos ombros — uma vez que essa premência de exercitar o papel de provedor a qualquer dispêndio que pode perfazer pesando em nossas vidas e em nossos relacionamentos. É verosímil estabelecer outras noções, mais saudáveis, sobre sucesso e verba.

Natureza Varão celebra todas as maneiras de ser varão.


publicado em 01 de Outubro de 2017, 00:05





Fonte: papodehomem.com.br

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