Personalidade vs. padrões de comportamento: mudar é preciso!

Personalidade vs. padrões de comportamento: mudar é preciso!
Tempo de leitura: 6 minutos

Personalidade vs. padrões de comportamento: mudar é preciso!

Personalidade é alguma coisa que nasce com a gente ou é formada ao longo da vida? E nossos comportamentos, será que influenciam na personalidade? Ou são somente a forma porquê aprendemos a viver e agir de consonância com o envolvente em que vivemos e com as pessoas com quem convivemos?

Estas são questões um pouco complexas. Elas nos levam a pensar em porquê relutamos na mudança de certos comportamentos em resguardo da nossa personalidade.

No entanto, um pode ser tanto a razão quanto a consequência do outro. Ou seja, nossa personalidade pode ditar a maioria dos comportamentos que temos. Aliás, são esses comportamentos, muitas vezes, que nos imprimem características que formam nossa personalidade.

Portanto, ambos podem ser mudados – ou moldados – para que possamos nos ajustar ao meio, conforme ele também muda.

Dessa forma, a mudança na personalidade é alguma coisa oriundo dos seres humanos. Ela acontece com o passar do tempo, conforme amadurecemos e vivenciamos novas experiências.

Assim sendo, mudar certos padrões de comportamento que influem negativamente a convívio com família, amigos, colegas de trabalho e parceiros românticos pode melhorar nossa dinâmica social e nossa qualidade de vida!

O que é personalidade e porquê ela é formada?

Falando de modo mais abrangente, a personalidade pode ser entendida porquê um padrão individual de comportamentos, pensamentos, sentimentos e valores de uma pessoa, que definem a forma porquê os outros a descrevem e porquê ela mesma se vê. Em universal, essas características são perenes, ou modificadas sutilmente ao longo de muito tempo.

Ou seja, personalidade pode ser descrita porquê o nosso “jeito de ser”. Nossos hábitos e particularidades! O que nos distingue um dos outros, sendo organizada e constituída por características afetivas, cognitivas e também por nossas vontades.

Ao final do século XX, pesquisadores começaram a provar que a personalidade de um sujeito também é potente resultado da interação com o envolvente, e não somente de características herdadas. Da mesma forma, o modo porquê encaramos episódios de nossa vida é determinado pela personalidade que se constituiu até o momento do traje.

Entre os estudos e teorias desenvolvidos, o mais aceito é o dos Cinco Grandes Fatores. Nascente protótipo foi desenvolvido pelos americanos Robert McCrae e Paul T. Costa nos anos 1980 e, de maneira abrangente, conseguiu qualificar traços da personalidade que foram reconhecidos por leigos e especialistas.

Personalidade e os elementos da teoria dos Cinco Grandes Fatores

O princípio desta teoria secção da premissa de que todos os aspectos que moldam a personalidade de um sujeito estão concentrados e registrados na linguagem que usamos habitualmente para definir a nós mesmos ou aos outros. 

Adjetivos porquê preguiçoso, extrovertido, remansado, bagunceiro, positivo, entre tantos outros, foram reunidos em grupos que formam os cinco grandes fatores: 

  1. Extroversão
  2. Neuroticismo
  3. Preâmbulo a experiências
  4. Consciência
  5. Gentileza.

Cada um desses aspectos formou, assim, um conjunto de diversos traços psicológicos (positivos e negativos) que ajudam a estabelecer um tipo de personalidade. Confira alguns exemplos:

1. Extroversão

  • Reservado x afetivo
  • Insensível x passional
  • Quieto x falante
  • Tímido x sociável
  • Modesto x prazenteiro

2. Neuroticismo

  • Tranquilo x tenso
  • Seguro x inseguro
  • Satisfeito x autopiedoso
  • Metódico x instável
  • Racional x emocional

3. Preâmbulo

  • Conservador x liberal
  • Realista x imaginativo
  • Rotina x variedade
  • Convencional x original
  • Pouco curioso x curioso

4. Gentileza

  • Cruel x piedoso
  • Rude x cortês
  • Duvidoso x confiável
  • Crítico x tolerante
  • Mesquinho x generoso

5. Consciência

  • Preguiçoso x trabalhador
  • Negligente x responsável
  • Pacato x cobiçoso
  • Bagunceiro x organizado
  • Retardado x pontual

Personalidade é alguma coisa um

Analisando todos esses aspectos, podemos concluir que a personalidade é alguma coisa puramente um, embora algumas pessoas apresentem características bastante semelhantes que formam personalidades muito parecidas. 

Todavia, cada sujeito possui traços únicos em graus variados, adquirindo uma dinâmica própria e formando uma “mistura” que dá origem a determinados comportamentos característicos e repetitivos.

No entanto, não são raras as vezes que julgamos alguém de maneira precipitada e em razão de determinado comportamento. Isso ocorre porque, algumas vezes, certas atitudes isoladas criam uma personalidade pré-determinada, mas que diverge da veras sobre aquela pessoa.  

Ao mesmo tempo, reforçamos o entendimento que há em torno de que a personalidade é a impulsionadora de tais comportamentos, e não o contrário.

Padrões de comportamento nocivos e limitantes

Quem nunca se deparou com a prática de um comportamento que acabou gerando desconforto e problemas? E mesmo que, racionalmente, não concordemos com tais atitudes, muitas vezes acabamos agindo e nos comportando de forma equivocada e nociva.

Crises de inveja infundadas, procrastinação, querer controlar tudo e todos, manducar e ingerir em excesso, comprar sem urgência… a lista é enorme! E nem que seja com somente um deles, todos agimos de maneira nociva, seja a nós mesmos ou aos que estão próximos.

E por que isso acontece? Porque a maioria dos nossos comportamentos são determinados pelo inconsciente. Pode parecer estranho diante do traje de que somos seres racionais, mas quase sempre vivemos no “piloto automático” do inconsciente. E é nesse lugar, o inconsciente, que moram nossas emoções, sentimentos e até mesmo algumas crenças.

Por falar em crença, muito se tem ouvido sobre as crenças limitantes. E quase sempre são essas crenças, acompanhadas de sentimentos negativos, os principais geradores de comportamentos nocivos. 

Personalidade vs. crenças limitantes

Podemos invocar de crenças as convicções e opiniões que resultam da forma porquê interpretamos as nossas experiências ao longo da vida. À partir do momento que adotamos um perceptível padrão de teoria e comportamento sobre determinada situação, temos formada uma crença.

Ou seja, padrões que tomamos porquê verdade, mas que podem ou não ser verdadeiros. Ao menos não totalmente. Mas que nos fazem crer em alguma coisa maior, em resultados benéficos, se essa crença for positiva, ou podem atrapalhar nossa vida, caso se trata de uma crença limitante.

Vejamos alguns exemplos de afirmações que geram as crenças limitantes:

  • falar sempre que não tem tempo para zero;
  • declarar que não leva jeito para certas coisas;
  • expor que não consegue se organizar;
  • confiar que não é bom o suficiente no trabalho;
  • descobrir que as coisas estão difíceis porque o mundo está em crise;
  • ter mania de sublimidade;
  • descobrir que não merece sucesso e recompensa;
  • confiar que não tem mais idade para fazer o que tem vontade;
  • ter a teoria de que são os outros que precisam mudar.
  • descobrir que as coisas ruins acontecem por obra do fado e porque “sempre foi assim na família”.

Porque influenciam nosso comportamento?

A partir da formação das crenças, acabamos determinando nossas atitudes, ainda que de maneira inconsciente, porquê já falamos. Dessa forma, não se pode expor que são os fatores externos os responsáveis pelo que acontece na nossa vida, ao menos não 100% das vezes.

Assim, para mudar comportamentos nocivos, é preciso antes de tudo despovoar as crenças limitantes. É uma mudança interna: primeiro mudamos o pensamento, depois as ações.

No entanto, sabemos o quanto é difícil realizar essa mudança, ao passo que, quase sempre, desconhecemos nossas crenças e ignoramos nossos comportamentos nocivos, porque agimos “no piloto automático” do inconsciente.

Nessa hora, é fundamental procurar ajuda especializada, e zero melhor do que a psicoterapia para clarear nossa mente em procura de identificar os padrões que geram maus comportamentos.

Mudar, sim! Por que não?

É verosímil mudar certos padrões de comportamento sem afetar a personalidade? Esse é um questionamento muito generalidade, por fim, muita gente gosta de ser quem é – embora concorde que precisa melhorar em alguma coisa, modificar certas atitudes cá e ali – e se sente mal com a teoria de que sua personalidade pode ser afetada, ainda que de forma sutil.

Por isso, mesmo que já tenha ficado simples ao longo do texto que a personalidade é alguma coisa naturalmente mutável, é necessário perfurar um pouco mais a mente para nossas questões comportamentais, sem se ater tanto a “continuar sendo quem se é”.

Entenda: uma pessoa não será alguém “sem personalidade” por sentenciar mudar suas atitudes e rever seus conceitos, principalmente se eles afetam suas relações e seu bem-estar.

Mudando os padrões

O primeiro passo a ser oferecido para quem já identificou a urgência de mudar padrões de comportamento é saber quais crenças limitantes estão influenciando nessas atitudes. 

Nesse momento, buscar o autoconhecimento é forçoso, e para isso zero melhor do que fazer terapia. No entanto, com uma certa ração de disciplina e norma é verosímil emendar um comportamento nocivo a partir de práticas simples.

1. Depois de averiguar qual comportamento precisa ser mudado e entender porque se está agindo dessa forma, é hora de definir quais objetivos e resultados se deseja com a mudança. Faça uma lembrete com os benefícios que essa mudança trará para sua vida, a término de visualizar e aumentar sua consciência sobre isso.

2. Use a originalidade e busque alternativas de comportamento que se oponham ao que está sendo feito de incorrecto, e que levem aos resultados pretendidos.

3. Treine sua mente para agir de consonância com seus reais desejos e necessidades, encontrando novas estratégias para fugir do idoso padrão.

A partir da tomada de decisão sobre a mudança, tudo se tornará mais oriundo e esse processo será facilitado!

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Fonte: www.vittude.com

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