quando os pais passam a ser “os piores do mundo”

quando os pais passam a ser "os piores do mundo"
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quando os pais passam a ser “os piores do mundo”

Em que momento os pais passam de exemplos, muitas vezes heróis, para aqueles chatos, que só incomodam? Em um processo oriundo, isso ocorre na puberdade. Mas é verosímil enfrentar a temporada de maneira muito positiva!

O período de sazão para a vida adulta, ou o “adultecimento”, requer que o juvenil crie uma identidade própria e rompa com os vínculos infantis para fabricar um tipo de vínculo mais maduro. É a sua “independização”. Há uma menor tolerância com os pais, que não são mais idealizados porquê antes e, comumente, uma maior rebeldia. Mas não se trata de uma ruptura e sim de uma transformação.

Juvenilidade – Processo doloroso

Quase sempre a puberdade é uma temporada delicada para os pais. Eles passam a ser vistos porquê chatos, errados, caretas e até porquê “os piores do mundo”. Para o juvenil também é sofrido, é um período de muitas perdas. Ele sofre por perder a puerícia, seu lugar de muchacho e a sujeição de seus pais. Mas é por meio da desvalorização dos pais que o juvenil poderá se separar deles sem que sinta que está perdendo muito.

O grupo familiar costuma tolerar com essa novidade atitude do fruto. E pode possuir uma perda de controle – que não deve levar à falta de orientação nem de limites.  Mas há que se entender e ter paciência na puberdade. É uma lanço necessária, onde a figura dos pais passa a ser denegrida para que possa ser reconstruída.

Passando pelas turbulências

A boa notícia é que quando se lida com a puberdade de forma saudável, o retorno vem. Não à figura idealizada dos pais que as crianças têm na puerícia, nem à denegrida ao longo da puberdade, mas sim a uma visão mais real deles.

Essa passagem da puberdade pode ser de grande aprendizagem também para os pais, quando muitos erros serão apontados, exagerados, irreais, mas muitos serão verdadeiros. Logo, que tal aproveitar a “independização” dos filhos para fazer uma revisão de valores, de crenças, de conduta? Esses, certamente, estarão sendo bastante questionados pelos filhos adolescentes. Fazer uma mea culpa quando necessário, pode ser, inclusive, uma boa forma de aproximação e de tirocínio e contribuir na construção de um bom relacionamento para o resto da vida.

Diante de dúvidas, angústias, maiores conflitos ou problemas na puberdade, a orientação de um psicólogo pode ajudar!

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Item Revisado em: 21/10/2019

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