“Um rostro tentou seduzir minha parceira na minha frente, com selinhos. Ela não o impediu.”

"Um cara tentou seduzir minha parceira na minha frente, com selinhos. Ela não o impediu."
Tempo de leitura: 5 minutos

“Um rostro tentou seduzir minha parceira na minha frente, com selinhos. Ela não o impediu.”

Pergunta da semana:

“Olá colegas do PdH,

Há anos conheci o site de vocês, gostei do material e desde logo acompanho o portal quase diariamente. Paladar dos textos que discutem masculinidades, me sinto menos sozinho desde logo.

Estamos juntos, Otávio! O PdH é uma comunidade. E a lar agradece seu hosana. 😉

Entro em contato para sugerir tarifa para a sessão Mentoria PdH e para desoprimir. Essa teoria veio de uma história que vivi recentemente.

Estou namorando uma mulher há 5 meses e que na minha opinião é muito resolvida, inteligente, “madura” e que eu admiro(ava) muito.

Ela é 5 anos mais velha que eu e está se aproximando dos 40, por isso várias vezes reconheço bastante satisfeito que o que ela está me sugerindo ou observando sobre nós e sobre o mundo está correto, essa sabedoria é uma das coisas que mais me atraem nela.

O caso se passou há algumas semanas detrás, mas eu não consigo superar. Estávamos em uma balada de SP, bastante animados. Minha namorada bebeu mais que eu, o que não estava me incomodado, pois ela nunca me deu trabalho, nem fez papelão. Somente estava mais soltinha que o normal e isso estava me agradando bastante, ela estava me provocando sexualmente e eu estava empolgado com o que a noite prometia.

Estávamos na pista revezando entre dançar e beijar, acompanhados de outras 4 amigas e o irmão de uma delas (ainda com vinte e poucos). Entre uma música e outra, paramos a dança para repousar e aproveitamos para dar uns amassos.

Enquanto estávamos abraçados e nos beijando esse irmão da amiga dela, consideravelmente bêbado, nos interrompeu, chamou minha namorada, puxando-a pelo braço, e para minha surpresa ela foi sem resistir. Durante os próximos minutos (que para mim pareceram uma evo) ele a abraçou e tentou beijá-la, dando selinhos na boca, que não eram retribuídos.

A princípio achei que ela iria se distanciar dele, que iria reivindicar de alguma forma, mas sua única reação era rir a cada investida. Para minha tristeza ela não disse não, nem sequer o impediu de continuar tentando. Ele alternava entre abraços, segurar nas mãos, na cintura, carícias no cabelo e ela ria, mas não interrompia a tentativa.

Ele não estava agarrando ela a força, mesmo assim ela ficou junto dele.

As amigas de minha namorada, que eu havia divulgado aquele dia, me olharam uma vez que que esperando para ver minha reação. Eu me sentia humilhado, por minha namorada e por mim mesmo, pois tive vontade de separar os dois a força e fazer um escarcéu, motivo que aumentou ainda mais minha vergonha.

Tentei fingir que aquilo não me abalava, mas era uma peta tão deslavada que a tentativa não durou nem 2 segundos. Quando acabou a música o sujeito deu um último selinho na boca dela e voltou para o lugar que ele estava antes na roda.

Minha namorada, ainda rindo, veio dançando em minha direção com os braços esticados para me abraçar. Eu não sabia onde meter a rostro, não queria estar com ela ali depois do que tinha completado de intercorrer. Fui ao banheiro, na volta aleguei que estava me sentindo mal. Nós dois pegamos Uber e fomos cada um para sua lar.

No dia seguinte, quando falei sobre a noite anterior e uma vez que eu me sentia mal pela situação, ela disse que nem se lembrava do ocorrido. Porém que eu não deveria me preocupar porque esse irmão da amiga dela “é assim mesmo, ele fica muito carente quando bebe e fica peganhento”.

Muito surpreso, eu tive que explicar que não era o comportamento dele que me incomodava, pois ele não era o meu namorado. O que me incomodava é a naturalidade com que ela aceitou a investida e os diversos selinhos sem esboçar nenhum tipo de insatisfação.

Ela disse não entender o porquê do meu incomodo. Expliquei a humilhação que eu senti, o constrangimento  nas frente das amigas, mas ela não mostrou nenhuma empatia pelo meu sofrimento, ficando até surpresa com a minha dor.

Para ela aquilo era um pouco normal de intercorrer quando ela saia antes de mim: um rostro tentar permanecer com ela, ela não querer, ele martelar, ela não retribuir e segue a vida. E que não é porque ela estava namorando que ela seria antipática com quem chegasse nela. Quando perguntei até que ponto uma investida não aceita seria considerado traição para ela, e ela disse que nunca tinha pensado nisso e não tinha resposta.

Acho que lidaria melhor com essa situação se pudesse descrever com o espeque da comunidade.

Preciso entender se o que considero traição está mesmo desempenado com os valores de uma masculinidade menos tóxica, menos possessiva. Queria saber também de que outras formas posso me orar com minha namorada para tentar passar para ele de forma mas clara uma vez que eu me sinto.

Se provável, gostaria de ler sugestões de formas mais maduras e construtivas que eu poderia ter reagido no momento descrito.

Por término, gostaria de saber uma vez que posso encontrar um ponto de compromisso com a parceira sobre até onde podemos ir sem que façamos o outro se sentir traído.

Obrigado pelo trabalho que vocês realizam.”

— Otávio

* * *

Complemento recheado de referências pra amadurecer suas perspectivas, Otávio:

A seção de hoje está mais gorda do que o usual, mas vale cada minuto:

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E mais alguns textos que podem ajudar na sua reflexão:

Porquê responder e ajudar no Mentoria PdH (leia para evitar ter seu glosa sumido):

  • comentem sempre em primeira pessoa, contando da sua experiência direta com o tema — e não só dizendo o que a pessoa tem que fazer, uma vez que um professor distante da situação
  • não ridicularizem, humilhem ou façam piada com o outro
  • sejam específicos ao descrever do que funcionou ou não para vocês
  • estamos cultivando relações de parceria de convenção com a perspectiva proposta cá, que vai além das amizades usuais (vale a leitura desse link)
  • comentários grosseiros, rudes, agressivos ou que fujam do foco, serão deletados

Porquê enviar minha pergunta?

Você pode mandar sua pergunta para posts@papodehomem.com.br .

O matéria do email deve ter o seguinte formato: “PERGUNTA | Mentoria PdH” — assim conseguimos filtrar e encontrar as mensagens com facilidade.

Posso fazer perguntas simples e práticas, na risco “Porquê planejo minha mudança de cidade sem quebrar? Porquê organizar melhor o tempo pra cuidar de meu rebento? Porquê mourejar com o diagnóstico de uma doença grave?” ?

Queremos tratar também de dificuldades práticas enfrentadas por nós no dia-a-dia.

Portanto, quem tiver questões nessa risco, envie pra nós. Assim vamos construindo um mosaico mais extenso de assuntos com a Mentoria.

A Mentoria PdH é demais! Onde encontro mais perguntas e respostas? Quero ler todas.

Só entrar na coleção Mentoria PdH, marujo.

Otávio, um presente pra você:

Vamos te enviar por email o ebook “As 25 maiores crises dos homens — e uma vez que superá-las“, produzido pelo PdH.

Se deseja comprar ou presentear alguém que possa se beneficiar, compre a sua edição cá.

Para saber mais sobre o teor do livro e tudo que vai encontrar lá dentro, leia esse texto.

Ao comprar o livro, você também ajuda a manter o PapodeHomem vivo.

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publicado em 20 de Fevereiro de 2019, 17:36





Fonte: papodehomem.com.br

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